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Expressão de quem não se mexe

- 17 de novembro de 2014

Para passar emoção como estátua viva, é preciso muita dedicação e João é apaixonado pelo que faz

Aymée Brito

Ficar parado coberto de tinta – faça chuva ou faça sol – pode ser considerado como inusitado. Para o estudante de contabilidade, João Oliveira de Souza, de 24 anos, isso já se tornou rotina. Estátua viva há 5 anos, quase todas às sextas e sábados o rapaz trabalha em eventos como aniversários e até casamentos de grande porte na capital baiana.

A pintura e fantasia variam de acordo com o tema. Independente disso, João encarna o personagem. “No início foi bem difícil. Treinava muito em casa, minha namorada odiava. Agora já consigo ignorar completamente o ambiente a minha volta”, relembra. Ele explica que não fica completamente estático durante todo o período contratado. A interação com o público é permitida, caso seja relacionada ao tema da fantasia e do evento.

Estátuas Vivas em evento

João Souza e outras estátuas em evento. Foto: Divulgação/Maricota Produções

A namorada do artista, Carina Souto, de 22 anos, diz que o rapaz começou a fazer esse trabalho por uma necessidade diferente: aprender a se concentrar. “Ele era muito desatento. Sempre teve problemas de disciplina com estudos e trabalho. No entanto, quando perdeu no vestibular, decidiu que aprenderia a focar no que quisesse de algum jeito. Do nada ele resolveu que ia pegar o ‘bico’ [de estátua viva] que viu na internet”, diz.

A moça confessa que se surpreendeu com a dificuldade do papel. O estudante poderia ter interrompido o trabalho há 3 anos, quando começou a estagiar em um escritório no centro de Salvador. Mas, segundo ele, isso não passou por sua cabeça. “Me apaixonei pela função. Não parece nobre, mas a quantidade de sentimento que você pode passar, apenas parado, através de uma expressão ou de uma posição específica, me fez entender o quanto somos todos sensíveis. Amo despertar essa curiosidade”, relata.

Estátuas em fantasia de Avatar. Foto: Divulgação/Maricota Produções

Responsável pela seleção do casting da empresa de eventos que João integra, Carla Macedo diz que adora o trabalho realizado pelo jovem e pelos outros cinco profissionais do empreendimento. “É uma questão de admiração. Acho que fica muito bonito e sempre tentamos convencer nosso cliente a contratar as estátuas. Toda arte impressiona, né? Os convidados passam bastante tempo observando e tentando captar os movimentos”, conta.

Além da capacidade de sensibilizar as pessoas, a namorada de João, Carina, relatou que realizar este trabalho despertou no namorado o gosto pela história e arte, por conta dos personagens que acabam sendo representados. “Adorei como ele se interessa por outras coisas e como consegue se concentrar e se expressar. Por mim – e acho que por ele também – continua trabalhando com isso por muito tempo. Transformou-se em prazer, e adoro vê-lo feliz”, diz.

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