WR: O pai do Axé

Lara Ferreira, Wendel Novais e William Tales - 7 de novembro de 2018

Por Lara Ferreira, Wendel de Novais e William Tales

O estúdio WR foi criado em 1975, por Wesley Rangel. Começou como uma produtora de jingles e já foi uma gravadora – por ele, não só passaram os grandes nomes da música baiana, como foram lançados muitos desses artistas. Na sala de entrada, os grandes sucessos da empresa já se expõem em quadros: É o Tchan, Harmonia do Samba, Daniela Mercury e por aí vai. “Aqui, gravou-se 90% da música baiana, da Orquestra Sinfônica a Raul Seixas”, diz o nosso entrevistado. Por falar nele, Luis Fernando Apu Tude é produtor e gerente técnico do local desde 2000. ( Ele conhece o estúdio como poucos – com o falecimento de Rangel, em 2016, talvez como mais ninguém. Pedimos, então, que ele contasse a história desse lugar que carrega tanto da nossa cultura.

ID: Como surgiu o WR?

APU: A WR é um estúdio que foi fundado em 1975, começou no prédio do A Tarde, na praça Castro Alves, depois foi para a Graça e está aqui no Rio Vermelho desde 1985. A gente completou, agora em agosto, 43 anos de trabalho com música. Foi uma iniciativa de Wesley Rangel que era o dono daqui e faleceu no ano retrasado. Ele era um produtor musical famoso e teve essa visão de montar um estúdio de gravação musical em Salvador. Até então, o Norte e Nordeste não tinham um estúdio assim. No início, ele montou para trabalhar com publicidade e viu, nesses músicos, um mercado de criação de música baiana. A banda base de jingles do WR era Carlinhos Brown, Alfredo Moura, Sara Jane e Luiz Caldas. Ou seja, Wesley basicamente criou o Axé Music. Mas não é verdade que somos só um estúdio de Axé, porque por aqui já se gravou de tudo. Gravamos 90% da história da música baiana, desde a Orquestra Sinfônica do estado a Raul Seixas. Então, o WR tem um papel muito importante na história da nossa cultura… O WR e, acima de tudo, Rangel.

ID: Você trabalhou com música antes de estar na WR?

APU: Eu era músico. Conheci o WR gravando como músico. Depois que eu quis trabalhar com o outro lado da música, a parte técnica. Hoje, sou gerente técnico e produtor musical. Aqui, trabalho com gerenciamento técnico dos estúdios, atendo às necessidades técnicas dos clientes e mantenho o estúdio funcionando.

ID: Muita gente não sabe a diferença entre estúdio e gravadora. Você pode explicar?

APU: Isso é um engano muito comum. Um estúdio é feito apenas para gravação de uma música ou um disco. A gravadora cuida da imagem do artista e da assessoria. É quem divulga o trabalho do artista junto com o empresário. Hoje em dia mudou muito a função que as gravadoras tinham devido às mídias digitais, várias atribuições que eram das gravadoras hoje são de responsabilidade dos artistas. Todos os artistas têm que entender um pouco de agenciamento e administração. Então, somos um estúdio. Não somos mais gravadora, mas já fomos.

ID: Qual é, propriamente dito, o elo da WR com a Axé Music?

APU: Eu costumo dizer sempre que Rangel é o pai do axé. Ele que pegou esses artistas para começar a gravar. Dos anos 80 para cá, principalmente no Axé Music, todos foram gravados no WR. Rangel produziu todos os discos de Chiclete, por exemplo. Enquanto estava vivo, gravou alguns outros discos de grandes artistas como É o Tchan e Luiz Caldas. Ele é de fundamental importância para o nascimento e ascensão do axé. Quanto aos outros estilos, também, porque aqui sempre se gravou de tudo, o artista que tinha dinheiro e o que não tinha. Tiveram diversos artistas que Rangel produziu não por dinheiro, mas para ajudar e assim foi gerando novos cantores, novas músicas e novos materiais. Aqui, por exemplo, funciona a empresa e o instituto WR, que, no ano passado, fez a gravação de 36 artistas que não tinham condição de arcar com o orçamento, bancados pelo governo, por meio de edital. Era um projeto de Rangel fazer do WR um centro cultural.

Veja aqui o gráfico do Mapa Musical da Bahia que tem sido construído pelo governo do estado. É a WR que fornece os estúdios para a gravação dos artistas participantes do projeto.

ID: Depois do falecimento de Wesley Rangel, muitas coisas mudaram aqui?

APU: Sim, porque as produções dele não podem mais acontecer. É como se eu tivesse um time de futebol e não tivesse o craque. Os artistas procuravam a figura dele, ele era um pai para muitos deles. Vinha gente até para pedir conselho. Continuamos com a produção pautada no que ele tinha como correto quando era vivo, mantenho até coisas que eu não concordava, porque era a política dele, mas a procura não caiu muito. Trabalhamos com Pablo, Banda Eva, Kannário… Mas o que acontece hoje é que muitos grandes artistas já têm seus home studios e já gravam por si próprios. Bell Marques, Durval, Xandy, Ivete, Mercury e Tomate, todos esses têm bons estúdios para gravação.

ID: Qual foi a época de maior produção e rentabilidade do estúdio?

APU: Com certeza entre a metade da década de 80 e a metade da de 90, período em que a música baiana estava mais forte no Brasil, quando o axé mais cresceu. Consequentemente, o mercado era mais caro, e ainda tinha o poder das gravadoras, que ganhavam muito dinheiro. Na época ainda éramos uma gravadora, então era todo mundo muito bem pago, não tem como dizer que a empresa fatura hoje do jeito que faturava. No período, funcionava 24 horas, tinha que ter equipe para a madrugada. Hoje em dia a tecnologia mudou muito o cenário, com um estúdio em casa o artista faz a gravação.

ID: Você enxerga o avanço da tecnologia como algo negativo?

APU: Não, tem o lado bom, que é dar margem para que qualquer um consiga criar sua música, mostrar seu trabalho. Em compensação, a qualidade cai muito. Então, essa facilidade do digital aumenta a criatividade, mas reduz a qualidade, porque o artista estuda menos, já que pode consertar no computador depois. Um bom microfone, bons equipamentos, tudo isso é muito caro e influi bastante na qualidade, para além de ter um músico bom ou ruim.

ID: Agora a tecnologia é um obstáculo, mas a pirataria já prejudicou vocês?

APU: Com certeza. No final dos anos 90 a pirataria já começou a atrapalhar o mercado das gravadoras e dos estúdios. Querendo ou não, esse segmento ganhava muito dinheiro com a venda de discos. Por exemplo, um CD do É o Tchan, que produzimos, era vendido por R$ 7 ou R$ 8, mas vendeu três milhões de cópias. Uma gravadora não gasta R$ 20 milhões para produzir um disco, no máximo R$ 150 mil, então era muito dinheiro.

ID: E como não perder mercado para novos formatos?

APU: A evolução tecnológica é muito rápida e todo mercado tem que se ajustar às consequências. A indústria musical fez isso. As gravadoras voltaram a ganhar dinheiro por meio de contratos de participação na carreira do artista, o que antigamente não existia. Isso significa que elas divulgam o cantor e ganham, por exemplo, lucro dos shows em troca. A Som Livre ganha mais de R$ 2 milhões com dez apresentações de Pablo por ano. Ao mesmo tempo, a internet também promove artistas, que conseguem criar um nicho de fãs, e as gravadoras contratam essas pessoas a partir disso. Além disso, vejo que o mercado fica mais abrangente. Antigamente 60% era axé, 30% pagode e 10% outras coisas. Agora tá muito equilibrado, com um pouco de superioridade para sertanejo. O hip hop, por exemplo, tá crescendo muito.

ID: Gravadoras sobrevivem, mas e os estúdios? A tendência é que acabem de vez?

APU: Muitos já fecharam, mas não acredito que todos acabem. Nem todo artista quer ter o próprio estúdio, é muito trabalho, e músicos maiores querem produções profissionais. Talvez estúdios não sejam mais um bom negócio como uma empresa, penso que devem ser vistos como uma ferramenta para alavancar o trabalho do artista. E também, hoje parte do lucro do WR é com aulas que ministramos, porque o artista esperto se interessa em aprender. Por exemplo, para mim, como técnico, é muito mais fácil se ele souber dizer que quer mais ar no instrumento, menos sala… Essas coisas ajudam. Só que tem muitos artistas ainda que não querem aprender, só querem gravar e receber o produto pronto.

ID: Ao que você atribui a diminuição da presença do axé nos últimos carnavais para a entrada de arrocha, sertanejo e outros ritmos?

APU: O sertanejo é a música mais forte no Brasil nos últimos anos, tem mais dinheiro e é muito organizada também. Três ou quatro escritórios são donos de 80% dos eventos deles. Quanto ao carnaval, acho que a festa cresceu demais. Ficou de um tamanho que não sei se tem artista local o suficiente para colocar. Mas agora todo mundo quer tocar no carnaval… Só que você vê que tem um bocado de coisa que não deveria estar tocando, que é ruim mesmo, tipo o trio da Prefeitura. Eu acho legal a diversificação do carnaval, abrir para outros artistas e estilos, mas acho que foi mais pelo lance do axé ir perdendo força mesmo.

ID: Você acha que faltou renovação para o Axé?

APU: Sim, não sei porque não foi renovado. Não sei se foi o mercado, os empresários… Porque na música baiana você tem um bocado de coisa nova surgindo aí, coisa boa pra caramba: Baiana System, Rumpilezz, Larissa Luz, Giovani Cidreira, ÀTTØØXXÁ… Ainda bem que eles não assumem esse rótulo de axé, é melhor para eles. Na música baiana eu vejo uma extrema renovação, mas no axé não houve, porque tem muita banda que o empresário contratou uns músicos baratos, pegou um cara que canta mais ou menos bonitinho, e tentou fazer a cópia do Saulo, aí acabou que não criaram artistas novos. Quantas cantoras a gente viu tentando ser a Ivete Sangalo? Mesmo timbre de voz, mesmo jeito de cantar, mesma palhaçada que ela faz… Ela é autêntica, as outras, não. A repetição tem que morrer. O grande problema da indústria é querer ir na cola de quem tá fazendo sucesso.

ID: Artistas renomados também estão seguindo esse formato?

APU: Quantos artistas de axé você já viu fazendo arrocha e sertanejo? Um bocado. Quando Pablo estourou com “Homem Não Chora” todo mundo gravou arrocha: Cheiro de Amor, Ivete Sangalo, Claudia Leitte… Esse é o problema: não criam coisa nova, têm medo de arriscar, mas agora estão se doendo. Para mim, o Baiana System é um tapa de luva nessa galera toda. Pegou tudo que eles têm, todas as ideias, e fizeram um negócio do caralho, que tem conteúdo de texto e que o povão gosta! Não adianta dizer que o povão só quer saber de bunda, porque gostam disso também. Seja sincero, nos últimos dois anos quem foi a brocação do carnaval? Foi Baiana System. Você ouviu Ivete ou algum desses grandes artistas comentar alguma vez? Não, você não viu. A galera se dói ao invés de ajudar, mas agora quem precisa de ajuda são eles.

ID: A queda do axé e a entrada de novos ritmos no carnaval prejudicou o evento?

APU: Eu acho que o carnaval tá passando por uma transformação. A tendência do carnaval é diversificar para umas festas de bairro, de estilo antigo, como já é no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Belo Horizonte. Já tem muitos blocos em crise, sem saber o que fazer. Por enquanto, a Prefeitura empurra um trio sem corda e todo mundo acha lindo, mas é muito por causa disso: um bloco de Bell, de Ivete, vende, mas e os outros? No ano passado uns três ou quatro blocos tradicionais não saíram, já é a mudança. Sem contar que levaram as festas da burguesia para os camarotes e isso também atrapalhou a vida dos blocos. Mas, enfim, o carnaval não vai acabar. Sempre vai ter essa transformação.

Confira alguns dos sucessos gravados no WR na playlist que montamos no Spotify:

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