Viver da arte em tempos pandêmicos: diante dos impactos na cultura, artistas baianos repensam a economia criativa

Paulo Marques - 1 de dezembro de 2021

Assim como nós humanos, a economia foi imensamente impactada pelo distanciamento social, mas, felizmente, uma possível vacina para curar o problema já existe, e se chama criatividade.

Não é exagero afirmar que nenhum brasileiro e nenhuma brasileira escapou ileso dos diversos e inesperados desafios vividos nos anos de 2020 e 2021. E eles têm um porquê: o novo coronavírus. De estudantes a trabalhadores, todos foram pegos de surpresa pela pandemia da Covid-19, e assim, afetados de alguma forma.

O setor da economia criativa não foi exceção. As ações de controle da pandemia provocaram a necessidade de isolamento social, o que restringiu as possibilidades de negócios em nível local e internacional. Atividades consideradas não-essenciais foram paralisadas por tempo indeterminado por quase dois anos depois da declaração da pandemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em vários municípios do país.

Imagina para quem é autônomo(a), microempreendedor(a) e tem seu pequeno ou médio negócio, e se vê obrigado a fechar as portas para clientes da noite para o dia. A solução foi só na venda por delivery. Algo que pode ser muito assustador se não tiver ajuda do poder público e qualquer tipo de planejamento ou plano B. Como nós, a economia também foi fortemente afetada pelo distanciamento social, mas, felizmente, uma possível vacina para sobrevivência ao novo cenário já existe, e se chama inovação.

A importância da economia criativa 

Conceitualmente, a Economia Criativa pode ser descrita como o conjunto de “atividades nas quais a criatividade e o capital intelectual são a matéria-prima para a criação, produção e distribuição de bens e serviços”, é o que defende o especialista John Howkins, pioneiro no mundo em estudos sobre a área em seu livro The Creative Economy. Para ele, o diferencial é:

O primeiro tipo de economia na qual imaginação e genialidade decidem o que pessoas querem fazer e criar, e o que elas querem comprar”

revela Howkins (2001).

Já a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) define a Economia Criativa como “um conceito em evolução baseado em ativos criativos que potencialmente geram crescimento e desenvolvimento econômico”, presente no Relatório de Economia Criativa de 2010. De acordo com o último Relatório da UNCTAD, publicado em 2019, o mercado global de produtos da Economia Criativa saltou de US $208 bilhões em 2002 para US $509 bilhões em 2015.

Simplificando um pouco, Economia Criativa é o setor econômico formado pelas indústrias criativas, ou seja, o conjunto de atividades econômicas que tem como matéria prima a criatividade e as habilidades dos indivíduos ou grupos que oferecem esses produtos ou serviços.

Temos como exemplo dessa nova realidade econômica, uma estilista, que através de seu trabalho criativo, habilidades com a moda e o design, imaginação e contatos, lança uma coleção em diferentes eventos e promove em diversas plataformas digitais. As vendas dela e todos os efeitos multiplicadores que a sua comercialização tem na economia (como lucro das marcas associadas, salários dos empregados, designers, costureiras, vendedores, equipe de comunicação, etc…) podem ser considerados como efeitos da Economia Criativa. 

No Brasil, a classificação e mapeamento da Economia Criativa, é realizada, entre outros instituições, pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (FIRJAN) e apresentada no Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil, por já conter adaptações ao setor produtivo do país, bem como utilizar os dados de participação no PIB e empregos gerados pelo setor na economia, importantes no cálculo de impactos econômicos do setor no país.  

A Firjan identifica um total de 20 atividades diretamente relacionadas ao setor e mais 10 outras de apoio. Veja em detalhes:

Além destas atividades principais, o setor é ainda forte influenciador de atividades de apoio na formação de uma longa cadeia produtiva, que agora também sofrem o impacto da redução da atividade econômica do setor de Economia Criativa.

Sendo assim, o setor de Economia Criativa no Brasil tem como núcleo a indústria criativa e leva em conta quatro categorias: consumo, cultura, mídias e tecnologias. 


Como pode ser confirmado pela figura, há uma diversidade de atividades englobadas no conceito de Economia Criativa que dificulta a compreensão e extensão real desse segmento na economia brasileira. Ainda segundo dados da Firjan, em 2017 a Economia Criativa foi responsável por 2,6% do PIB do Brasil e gerou um total de 837.206 empregos formais, o equivalente a 1,8% de toda a mão-de-obra nacional.

A cultura em crise em tempos de distanciamento social

De acordo com o relatório sobre os impactos econômicos da Covid-19 da Fundação Getúlio Vargas (FGV) de 2020, as atividades econômicas que demandam espaços e contato físicos para funcionar sofrem mais severamente os efeitos da crise. Em tal situação se enquadram boa parte das atividades da chamada “Economia Criativa”, como a realização de espetáculos teatrais, shows, eventos, apresentações culturais, gastronomia etc. Outras atividades, contudo, encontram espaço para expansão, como é o caso do setor de software e games

Porém, esta ainda representa uma pequena parcela do setor no país. Importante ressaltar que uma parte considerável das atividades do setor não conseguem adaptar seus modelos de negócios a um contexto completamente digital, nestes casos o encerramento das atividades é a única opção.

O relatório da FGV ainda ressalta que tais atividades estão sofrendo com os efeitos do prolongamento das medidas de restrição de circulação de pessoas e funcionamento de estabelecimentos em diferentes graus de intensidade. Em alguns casos, as restrições comprometem o desenvolvimento da atividade, como, por exemplo, as proibições de realização de shows e eventos devido à aglomeração de pessoas, forçando esses setores a se reinventar com uso de ferramentas digitais e a promoção de outros mecanismos de interação em espaços virtuais.

O desafio de manter-se economicamente

Por outro lado, a crise tem levado o setor a experimentar novos formatos de produção e de entrega de seus produtos e conteúdos ao público final, antecipando movimentos que talvez fossem levar mais tempo para serem disponibilizados, como os shows transmitidos em lives em redes sociais, eventos online e a proliferação de cursos, palestras e eventos usando plataformas de streaming de vídeo. 

Foi o que Vitória Cezar Gonçalves, 26 anos, produtora cultural e dançarina, tentou fazer. Integrante da “Cia da Ilha” do município de Vera Cruz, com a pandemia, seu trabalho como produtora se tornou muito mais ativo, devido ao fato de não poder se apresentar em eventos com a sua companhia de dança. Antes da pandemia, ela trabalhava, principalmente, com a apresentação de eventos.

“O impacto da COVID-19 foi algo devastador no setor de eventos no geral. Não somente no campo da música, sobretudo quando falamos de festas populares que também dependem de incentivo do Estado. Pois muitos produtores e artistas dependem exclusivamente disso. E com o corona, muitos trabalhadores perderam suas fontes de renda”, diz.

Vitória Gonçalves, à direita, com a “Cia da Ilha” no Campeonato Estadual de Quadrilhas Juninas em 2019.
Reprodução: Acervo Pessoa
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A companhia de danças folclóricas e populares de Vitória, atua há mais de 20 anos no município de Vera Cruz e em eventos por todo o Estado. Para eles, a preparação para responder à crise da COVID-19 passou pelo planejamento, organização financeira e diminuição dos gastos. Em 2019, a “Cia da Ilha” foi a vencedora do Campeonato Estadual de Quadrilhas Juninas da Bahia, que aconteceu na Praça da Revolução, em Periperi, Salvador.

Ela ainda revela que não seria possível manter-se o grupo sem os editais e as leis de fomento à cultura tanto do Estado quanto do município. E que a Lei Aldir Blanc foi “um auxílio em meio ao caos, porém insuficiente”. Para Vitória, o poder público tardou demais em pensar medidas mais efetivas para ajudar a recuperar a economia do setor durante o primeiro ano da pandemia, o que reflete na crise do setor até hoje.

“Tem que ter muita criatividade diante da situação do pouco apoio estatal para a cultura. Eu tive sorte, por ser produtora, consegui me virar de forma remota e seguir trabalhando. Aqui e ali. Fazendo também alguns bicos, mas outros colegas não tiveram a mesma sorte, foi muito difícil para a maioria da Cia”, acrescenta.

O perfil de empreendedores criativos é diverso

A experiência da “Cia da Ilha” também foi confirmada a nível estadual, segundo o levantamento do Observatório da Economia Criativa da Bahia (OBEC-BA), em que cerca de 83,7% dos trabalhadores e organizações da indústria criativa afirmaram ter sido gravemente afetados pela pandemia já em seu primeiro ano. A pesquisa foi divulgada em setembro e incluiu dados coletados de março a julho de 2020. 

Foram recebidas 2.608 respostas, das quais 1.639 de pessoas físicas e apenas 969 de organizações. O objetivo foi registrar, analisar e monitorar as consequências do coronavírus nos campos da arte, cultura e criatividade. E se tornou um importante instrumento para guiar as políticas públicas e entender a readequação do setor cultural. Visto que foi um momento de mudanças nas atitudes para que a renda dos diversos envolvidos continuasse, já que o auxílio à essas áreas chegou ainda mais tarde.

Outra pesquisa que também teve como finalidade compreender melhor o ecossistema de economia criativa no Nordeste para identificar desafios e oportunidades para fomentar o setor foi o Mapeamento Sebrae de Economia Criativa do Nordeste. Entre agosto e outubro de 2020,  recebeu 548 inscrições e identificou 515 negócios baseados no capital intelectual e cultural e na criatividade que geram valor econômico na região. 

A iniciativa foi realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) em parceria com o Impacta Nordeste e busca e seleção da Pipe.Social. Uma startup que é a vitrine de negócios de impacto socioambiental do Brasil. Criada em 2020, é responsável por fazer o mapeamento de negócios alinhados aos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) das Nações Unidas (ONU). Realiza matchings entre empreendedores e potencializadores de sucesso para os negócios.

Isso porque, a parceria entre terceiro setor e o SEBRAE se relacionam diretamente com os seguintes ODS: 

Embora tenha tido diversas dificuldades com a manutenção de seus trabalhos, Leonardo Costa, coordenador do Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (CULT/UFBA) e pesquisador da OBEC-BA, fala que mesmo assim, nem tudo parou. Algumas áreas buscaram se adaptar e criar novas formas e modelos de manter a produção artística. A palavra dos dois últimos anos foi: reinventar-se.

Então, foi diante da necessidade urgente de reinventar-se que a classe de artistas, produtores e coletivos baianos mudaram as atitudes e comportamentos para a criação, distribuição e promoção artística no campo da economia criativa diante dos impactos da pandemia. E intensificado pela longa incerteza de nenhuma proposta clara do Governo Federal de Jair Bolsonaro (sem partido), durante o primeiro semestre do ano de 2020. Uma vez que o auxílio a essas áreas chegou mais tarde, como uma resposta a pressão do setor artístico, parcela da sociedade e de alguns congressistas, para a elaboração do Projeto de Lei 1518/21. 

Como foi o caso da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), conhecida por pautar a Lei Aldir Blanc que passou por intensas discussões na Comissão de Cultura da Câmara de Deputados em Brasília, até ser aprovada em agosto de 2020, após intensas negociações entre congressistas e o governo Bolsonaro.  

Segundo a Agência Brasília, a proposta tornou permanente a transferência de recursos federais para cultura em estados e municípios, com a previsão de R$ 3 bilhões no primeiro ano. Porém, devido aos entraves burocráticos para o repasse das verbas, uma parcela da classe do setor cultural só começou a ter acesso ao auxílio no final do ano.

Na esfera municipal, a vereadora Maria Marighella (PT-BA) foi um dos nomes que esteve à frente das negociações em Salvador pela prorrogação do prazo para a execução dos recursos remanescentes da Lei Aldir Blanc na Câmara Municipal em agosto deste ano. O valor está previsto em cerca de R$1 milhão. Ela, que também é artista independente, destaca:

O nosso setor foi o primeiro a parar. Parou antes do primeiro decreto do prefeito, do governador, porque a cultura sabia que era a hora. Por respeito à saúde, pelo respeito ao outro, à vida. Mesmo com a precariedade e a falta de horizontes, paramos. Mas não paramos de todo”.

Maria Mariguella, artista independente e vereadora (PT-BA).
Em 2021, Maria Marighella se tornou a nova diretora do Centro de Cultura da Câmara de Salvador. Reprodução: Acervo Pessoal

O que também foi a percepção do músico baiano Nairo Elo, que com seus mais de 20 anos de experiência na área já acompanhou diversos artistas de destaque no cenário baiano e nacional. A exemplo de: Zelito Miranda, Carlos Pita, Banda Eva (Ivete Sangalo), Carla Visi, Márcia Short, Lazzo, entre outros. Porém, foi com a pandemia que o artista veterano se viu no seu maior desafio. Ele teve que correr atrás de informações sobre o perigo do contágio e foi obrigado a parar de trabalhar presencialmente. Tudo ficou pior quando o amigo de infância, também músico, morreu por conta da COVID-19. “Tive que levar a sério com a pandemia”, diz. 

Ele conta que participou do edital da Lei Aldir Blanc para poder garantir parte da sua subsistência durante o período, mas que o auxílio demorou demais. Para ele, a lei ainda apresenta dificuldades de acesso.

Nairo em seu HomeStudio – Reprodução: Destaque1.com

“Hoje, é tudo muito difícil, o cara tem que se cadastrar e buscar ir atrás [sobre os editais]. O cara tem que ficar ligado porque a prefeitura não vai fazer isso por ele”, desabafa ele. O produtor independente ressalta a necessidade de se informar dos cadastros municipais e estaduais para receber o auxílio: 

“Na hora que vem o benefício, eles gostam. No edital, você tem que ter paciência porque tem várias coisas para preencher. Tem todo um procedimento legal para fazer isso. Porém, nem sempre o patrocinador está pensando da mesma forma que você. Tem que ver se seu projeto está alinhado com isso”, destaca. 

E mesmo assim, ele teve amigos que continuaram, no início da pandemia a trabalhar presencialmente:Fui convidado para produzir um show e não fui, o meu amigo que foi, morreu”, diz.

Reinventar-se no digital e seguir vivendo da arte

Mas nem tudo foi luto e tristeza. Para ele, a Lei Aldir Blanc veio para favorecer os músicos. Nairo Elo conhece vários colegas e amigos que tiveram o projeto aprovado, e ele mesmo não teve problema para conseguir o benefício. Pois se cadastra todo ano em tudo que aparece. “Eu sozinho não consigo nada, se você não estiver cadastrado, você vai ficar de fora”. Assim, para conseguir incrementar a sua renda, destaca que teve que se reinventar e lidar com o digital. 

“Deu uma alavancada na procura de vocalistas e músicos em geral. Vários grupos de alunos fazem gravações cada um na sua casa e cresceu bastante”, finaliza.

“Até antes da pandemia, minha maior forma de inserção no digital era no Instagram, depois da pandemia, tudo mudou, vi a necessidade de expandir”, revela ele.

O músico, que também é produtor independente, observou que com a pandemia o seu trabalho como produtor se tornou muito mais ativo, devido a não poder se apresentar em eventos, teve que reinventar-se diante do cenário. “Percebi o aumento da demanda de alunos durante a pandemia e que eles passaram a produzir mais também”, conta. O que para ele foi bem benéfico durante o cenário da pandemia e possibilitou a criação de um curso online. 

“Deu uma alavancada na procura de vocalistas e músicos em geral. Vários grupos de alunos fazem gravações cada um na sua casa e cresceu bastante”, diz.

Assim como Nairo Elo, muitas pessoas passaram a trabalhar de maneira isolada. É o que também aponta a pesquisa da OBEC, menos da metade dos entrevistados disseram estar ligados a algum tipo de associação ou sindicato. De acordo com Leonardo Costa (CULT/UFBA), o fato disso acontecer pode fazer com que setores que trabalham de maneira isolada  passem a ter mais dificuldades no processo de enfrentar os problemas.

“A prática do associativismo pode auxiliar no enfrentamento de algumas situações, como na criação das demandas coletivas de apoio do poder público para mitigar os efeitos da crise”, completa ele.

O país tem sérios problemas no campo de incentivos fiscais e planos para crises principalmente para o setor criativo devido a uma instabilidade e ausência de políticas culturais, diz Leonardo. O que se agrava pelo fato de cada vez mais as atividades culturais e criativas participarem do PIB brasileiro. Em 2017, cerca de 2,64% era equivalente à economia criativa, de acordo com levantamento da Federação de Indústria do Rio de Janeiro (Firjan). 

Além de Nairo, muitos profissionais do campo cultural, se declaram autônomos, o que ainda limita o mapeamento para a elaboração de mais as políticas culturais para o setor. Diante do desmonte na área provocada pela projeto de Governo de Jair Bolsonaro (sem partido), que, em 2019, acabou com o Ministério da Cultura, o MinC. E tornou-se a Secretaria Especial de Cultura subordinada ao Ministério do Turismo. Após a instabilidade de três secretários em ano, a pasta é dirigida pelo ator Mário Frias. De acordo com reportagem da Folha de setembro de 2021, o setor cultural já perdeu metade de seu orçamento federal na última década e segue em queda no Brasil.

A luz no fim do túnel

Para Maria Marighella (PT-BA), a nova diretora do Centro de Cultura da Câmara de Salvador, os artistas estão em constante reinvenção e isso é o que faz a diversidade do setor da economia criativa no Estado. 

“Nós inventamos novos modos criativos de estarmos juntos e nos engajamos num dos maiores processos de mobilização popular para disputar a sociedade que foi a Lei Aldir Blanc. Desde o início, dissemos que a cultura precisa ser tecida no tempo. Voltamos agora para que esse recurso chegue a cada trabalhador da cultura, chegue à cidade. Não tenho dúvida da importância da cultura para o próximo ciclo do nosso país”, afirma ela.

O que nos leva a pensar que do ponto de vista econômico, o impacto causado pela pandemia da Covid-19 no setor de Economia Criativa é profundo. Além deste setor ser considerado um dos últimos candidatos à reabertura e volta à normalidade nos protocolos de retomada apresentados pelos governos. Algumas atividades poderão retomar seu cotidiano mais rapidamente, como aquelas englobadas nos segmentos de consumo, mídias e tecnologia, mas para o setor de cultura, o caminho ainda parece ser mais longo.

Ainda há desafios

Nesse sentido, é fundamental entender a dimensão do impacto da crise da COVID-19 na Economia Criativa no seu bairro, cidade e região. De forma a identificar as ações necessárias e propor alternativas que se encaixem na realidade brasileira para recuperação do setor e da economia como um todo. O que ainda afeta bastante a economia nacional local e nacional, e reverbera-se na manutenção do nível de renda per capita e de emprego em todo o território nacional. Há a mistura de inércia do poder público federal, com os efeito da burocratização para o repasse de verbas federais causados pela lentidão, falta de um plano cultural nacional com diretrizes e ações claras e emergenciais e o entrave para que o auxilio emergencial chegar até a mão dos destinatários.

Tudo isso diante da própria natureza do fazer artístico que envolve, tradicionalmente, aglomerações. Assim que, apoie, promova e divulgue aqueles seus amigos e conhecidos que ainda conseguem viver de arte!

Conheça: Pensando nisso, foi elaborado um questionário sobre os impactos socioeconômicos da COVID-19 na economia criativa baiana para o componente de jornalismo digital da Universidade Federal da Bahia (FACOM-UFBA), que contou com 19 questões mistas e obteve 3 respostas entre 27 de outubro e 10 de novembro de 2021. 

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