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“Não vá que é barril”: A violência contra motoristas de aplicativo em Salvador

Adriano Motta, Lula Bonfim e Victor Lucca Ferreira - 1 de dezembro de 2021

“Foi quando ele pegou a arma e apontou na minha cara, aí foi complicado”.

Fonte: Lauro Alves / Agencia RBS

Estamos na rua Candinho Fernandes, Fazenda Grande do Retiro, Salvador. São 8h30 da noite do dia 23 de dezembro de 2019, perto da véspera de Natal. Anselmo Cerqueira, que é motorista por aplicativo, está com o carro estacionado.

Dois homens se aproximam rapidamente de moto e anunciaram o assalto. Pedem celular e dinheiro. Anselmo tenta manter a calma, mas é confrontado com um revólver no seu rosto. (Escute abaixo o depoimento)

Na Boca do Rio também tem história semelhante. Às 20h,o motorista Sérgio Dias, 34, estava com o carro estacionado após terminar uma corrida. Foi quando recebeu um chamado para uma nova corrida e aceitou.

Seria apenas mais uma das muitas corridas que já fez ao longo de 5 anos dirigindo por Salvador noite e dia. Não sabia ele, entretanto, que essa seria sua última corrida. Assim que entraram no carro, dois homens anunciaram o assalto e levaram seu veículo. Desde então, Sérgio nunca mais voltou a dirigir por aplicativo nas ruas da cidade.

O que ocorreu com Anselmo e Sérgio não são fatos isolados dentro da realidade dos motoristas de aplicativos e também dos usuários desse serviço em Salvador. De acordo com matéria do G1, a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) registrou 309 ocorrências contra motoristas por aplicativo em 2020. Entretanto, o Sindicato dos Motoristas por Aplicativo diz que esse número é 30% maior, com 1.843 crimes.

Diante disso, o IMPRESSO DIGITAL 126 entrevistou 50 pessoas por meio de questionário, entre motoristas e usuários para entender melhor os medos e desafios de quem roda e pega transporte por aplicativo em Salvador.

Zonas Proibidas

Algo que é comum para quem usa serviços de transporte por aplicativo é ter a sua corrida cancelada ou que às vezes demore muito para que algum motorista aceite a viagem. Isso pode acontecer por conta do horário ou por trânsito muito intenso naquele momento.

Entretanto, há bairros em Salvador, que são considerados como “zonas proibidas” e são evitados ao máximo pelos motoristas. Dos 50 entrevistados, 28 afirmaram já ter tido corridas canceladas por conta do destino ou porque moravam em um local considerado “perigoso”.

Foram 36 bairros citados, dentre os 163 bairros de Salvador. Além disso, São Cristóvão, Periperi e Lobato estão entre os três bairros mais perigosos da cidade, de acordo com pesquisa realizada pelo jornal Correio, que contabilizou o número de homicídios de cada bairro de Salvador de 2011 a 2019.

E os usuários?

Lucas de Jesus, 31, também não se sente totalmente seguro ao andar por transporte de aplicativo. No ano passado, ele decidiu pedir um Uber, pois estava sem o seu carro.

 Por na época, ainda ser um período de restrições mais severas, as janelas do carro precisavam ficar abertas e o passageiro deveria ir no banco de trás. Ele estava ao lado da janela mexendo no celular. Quando estava na Rótula do Abacaxi, uma moto parou próxima ao carro e o homem no banco de trás da moto tentou puxar seu celular. 

Com Danilo Amorim, 25 anos, ocorreu uma situação parecida. Ele estava em seu carro parado na sinaleira, enquanto esperava o sinal abrir. “Nesse momento, uma moto se aproximou de um carro de transporte por aplicativo e furtou o motorista e o passageiro”, conta Danilo. (Não conseguimos depoimento por áudio).

Dos 41 usuários entrevistados, 13 dizem não se sentir seguros quando usam algum transporte por aplicativo.

Chacina dos Motoristas de Aplicativo

Sávio da Silva Dias, Alisson Silva Damasceno, Daniel Santos da Silva e Genivaldo da Silva Félix foram mortos em Salvador — Foto: Arte G1

Em 2019, um crime abalou a cidade pela tamanha brutalidade e violência. A Rua Nepal do bairro Jardim Santo Inácio presenciou uma emboscada para Sávio da Silva Dias, Alisson Silva Damasceno, Daniel Santos da Silva e Genivaldo da Silva Félix, todos motoristas por aplicativo.

Eles receberam um chamado para o mesmo lugar, porém ao chegar ao local foram torturados e mortos. Os corpos foram enrolados em lonas de plástico. Um quinto motorista, que também foi vítima dos criminosos, conseguiu fugir, sendo o único sobrevivente.

A principal linha de investigação diz que o mandante do crime iniciou o ataque após sua mãe ter uma corrida por aplicativo cancelada. Essa hipótese, no entanto, nunca foi confirmada como verdadeira.

Em entrevista à TV Bahia, pouco tempo depois do crime, ele contou que não conseguia dormir. Ele também relembrou como foi abordado pelos criminosos, disse que pediu para não ser morto e falou do momento em que foi torturado.

O que as empresas vêm fazendo ?

Fonte: André Magalhães/Canaltech

Atualmente as duas maiores empresas nesse ramo são a Uber e a 99 POP. A primeira conta com mais de 22 milhões de usuários no Brasil e 1 milhão de motoristas e entregadores. Já a 99 POP conta com 18 milhões de passageiros e 600 mil motoristas.

Assim sendo a segurança é uma preocupação das duas companhias, tanto para motoristas quanto para usuários. Veja as iniciativas que são tomadas por cada uma das empresas.

Antes da viagem

Antes de usar os aplicativos, tanto a Uber quanto a 99 POP fazem uma verificação de informação dos motoristas e dos usuários. Para isso são solicitadas informações como cartão de crédito e CPF e no caso da Uber, uma empresa especializada faz esse trabalho a cada 12 meses.

Além disso, as informações do veículo também são checadas, como a CNH e o licenciamento do veículo em parceria com a empresa de TI do Governo Federal.

Por fim, em ambas plataformas uma foto do motorista é tirada após o início de cada viagem para verificar se realmente quem está atrás do volante é a pessoa cadastrada.

Durante a viagem

Todas as viagens são monitoradas e tanto o motorista quanto o usuário recebem as informações pessoais de cada um. No caso, do motorista onde exatamente está o passageiro e para onde vai e para o passageiro as informações do veículo.

Além disso, as plataformas tem uma tecnologia baseada em machine learning para identificar quais locais são potencialmente arriscados e bloqueiam certas viagens. Ambos também têm a gravação da viagem e um botão de emergência que entra em contato direto com a polícia.

Outro recurso interessante, disponibilizado pela 99 POP, é a possibilidade de que o motorista coloque uma câmera no carro como recurso de segurança, captando imagem e som. Infelizmente, este recurso ainda não está disponível em todo o Brasil.

Depois da viagem

As empresas possuem um seguro de acidentes pessoais para o motorista e usuário. No caso da Uber o valor é de R$ 100.000. Outra coisa importante é que o endereço e os telefones dos usuários e motoristas são anônimos. 

Além disso, a 99 POP possui uma opção de bloquear o motorista ou o usuário se a experiência da viagem tenha sido desagradável.  

 U – Elas e 99 Mulher

Os aplicativos contam com uma opção em que se você é um usuário mulher pode optar por ter corridas somente com motoristas mulheres. Isso é feito para evitar a possibilidade de assédio sexual e outros tipos de violência contra a mulher.

Por exemplo, só entre 2017 e 2018 foram pouco mais de oito casos de abuso sexual por dia nos Estados Unidos em carros da Uber. Ao todo foram 5.981 casos. O 99 Mulher ainda não está disponível em todas as regiões do Brasil.

À procura da regulamentação

Além da possibilidade de ser furtado ou assaltado exercendo o seu trabalho, os motoristas de aplicativo tem outros problemas que dizem respeito à regularização da profissão.

Atualmente os motoristas são classificados como “parceiros” por empresas como Uber e 99 Pop, e não tem regras estabelecidas do exercício da profissão. Diante disso, o Projeto de Lei Nº 2061, proposto pelo deputado federal Vicentinho (PT-SP) é um avanço para legalização da profissão e recebe apoio da categoria no país. A PL diz que:

Artigo 1º do Projeto de Lei Nº 2061

Além disso, o texto defende que “o motorista por aplicativo é um prestador de serviços já indispensável. Não há dúvidas de que regulamentar a profissão é medida de reconhecimento e respeito para com esses trabalhadores”, conclui.

Para Paulo Reis, coordenador de relações governamentais e institucionais da COOPAMA , a Cooperativa de Motoristas Autonômos, é essencial para quebrar o controle das empresas e dar mais poder ao motorista.

A categoria, então, vem se movimento para conseguir o apoio dos parlamentares e a aprovação da PL na Câmara e no Senado. Em uma transmissão do Canal do Motorista, via YouTube e Telegram para mais de 1 mil motoristas por aplicativo, o deputado federal Fábio Henrique Carvalho (PDT-SE) acredita que o projeto tem tudo para ser aprovado.

“Tem tudo para ser aprovado, porque é uma questão de justiça. Nós não podemos virar as costas para uma realidade, a profissão existe e ela precisa ser criada. É necessário um passo de cada vez para que depois de criada, seja possível sentar com as plataformas para discutir”, explica o deputado.

Entramos em contato com a Uber, em relação a esse assunto, mas até o momento da publicação desta reportagem não tivemos retorno.

Print de live do Youtube do Canal do Motorista / Paulo Reis (canto superior esquerdo), Eduardo França (canto inferior esquerdo) e Brad (canto direito inferior) e deputato Fábio Henrique Carvalho (canto superior direito)

Quando pesa no bolso

Quando chegou no Brasil, lá em 2014, o Uber rapidamente virou popular entre os cidadãos. Para os proprietários, as corridas por aplicativo eram uma chance para obter uma renda extra em um cenário econômico que só se deteriorou desde então. Já para os usuários, era a fuga do “monopólio dos táxis”, que cobravam alto e não estavam bem avaliados pelos passageiros à época. Os aplicativos cobravam mais barato pelas mesmas corridas que os táxis faziam e tudo parecia perfeito.

Conforme a situação econômica do país foi piorando, os aplicativos de transporte foram deixando de ser dinheiro extra para se tornarem a única fonte de renda para milhares e milhares de pessoas, o que ficou conhecido como “uberização” da economia.

De acordo com os dados obtidos pelo IMPRESSO DIGITAL 126 para esta matéria, 66% dos motoristas afirmaram trabalhar em turnos de 8 horas ou mais por dia e 100% deles colocam o trabalho como motorista como única fonte de renda. Cada vez mais rodar poucas horas por dia tem se tornado inviável.

Fonte: Shutterstock

Gastos com segurança, manutenção veicular, comodidades para passageiros e em muitos casos, valor do aluguel dos veículos aumentaram nos últimos anos. Mas nenhum deles tem impactado tanto a vida dos motoristas quanto a subida nos preços da gasolina.

Se em 2013, época que a Uber e outras empresas do setor começaram a desembarcar no Brasil, o preço médio do litro era de R$2,98, hoje está em R$ 6,75. Um aumento de aproximadamente 126%. Apenas desde maio de 2020, o preço subiu 68,3%.

Uma alta que é explicada por diversos fatores, incluindo tributários. Dois deles, entretanto, saltam os olhos à primeira vista, de acordo com o especialista em direito tributário Nicolai Mascarenhas. “O aumento do preço do barril do petróleo no mercado internacional combinado com a forte desvalorização do real tem feito com que o consumidor seja o maior prejudicado com essa escalada dos preços”, afirma.

Muitos motoristas vem se queixando dessas súbitas altas nos preços. Alguns relataram que perderam 40% da renda que faziam com o transporte por aplicativo e que esse gasto tem consumido até 70% dos seus orçamentos. Há a queixa entre eles de que as empresas não estão reajustando as tarifas cobradas proporcionalmente aos aumentos do combustível. Entramos em contato com a Uber sobre essa questão, mas até o momento da publicação não obtivemos resposta.

Alguns estão até mesmo deixando de dirigir. De acordo com matéria do Correio, 40% dos carros alugados por motoristas de aplicativo foram devolvidos este ano. O nosso entrevistado do início, Sérgio Dias, não está neste número, mas conta que ainda não voltou a dirigir desde que sofreu o assalto pois está esperando o preço da gasolina baixar para voltar a se aventurar nas ruas de Salvador.

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