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Trabalho.com

- 30 de julho de 2014

Cláudio Jansen e Emile Conceição

Não é novidade para ninguém que a popularização da internet modificou a rotina da maioria das pessoas nos mais variados aspectos. E no âmbito profissional não foi diferente. E-mails, redes sociais, chats e aplicativos para celulares reduziram custos, encurtaram distâncias e facilitaram as vidas de milhares de profissionais e empresas.

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Profissões já convencionadas sofreram grandes modificações. É o caso dos advogados, que já estavam acostumados a carregar pilhas de processos até o momento em que passaram a ser digitais. O acesso via internet ocorre nos sites dos órgãos da justiça. “Hoje, é desnecessário ir à Justiça do Trabalho fazer cargas ou protocolar peças. Tudo isso pode ser feito mediante o sistema Processo Judicial Eletrônico (PJE)”, esclarece a advogada trabalhista Maria Aparecida Silva.

Essa novidade na área do Direito traz algumas desvantagens, mais relacionadas ao serviço prestado pelas instituições judiciárias. “Com relação ao PJE, por diversas vezes o site fica fora do ar ou muito lento. Isso nos prejudica muito, visto que o advogado trabalha com prazos”, diz Aparecida.

Os assessores de comunicação também foram beneficiados com a utilização da web em seu cotidiano. Antes da facilidade para encaminhar seus releases via e-mail, eles precisavam ir até as empresas jornalísticas para levar seus textos promocionais ou enviar o mesmo texto diversas vezes pelo fax. “Perdia muito tempo enviando fax de um mesmo release para pessoas diferentes numa mesma redação e que, muitas vezes, eram vizinhas de mesa. Imagine hoje, qu​e mandamos um e-mail copiando centenas de profissionais ao mesmo tempo”, diz Mônica Lima, proprietária da Santa Clara Comunicação, que atua no mercado desde 2005.

Para a assessora, o trabalho presencial tinha suas vantagens e desvantagens. “O contato presencial tinha seu lado positivo, que era o olho no olho com o interlocutor, mas tinha o lado negativo, que era o de interromper o trabalho do jornalista”, esclarece Mônica. Além disso, segundo ela, a atualização constante e adequação às novas tecnologias fazem toda a diferença. “No caso das redes sociais, o assessor que não tiver habilidade em manejá-las, pode acabar perdendo seu cargo”, afirma.

Mônica Lima em seu escritório. Foto: Marcello Fontes

A internet trouxe ainda novas formas de trabalhar, como o home office, escritório em casa em português. Essa modalidade foi adotada por diversos trabalhadores nos últimos anos. Através da internet, eles podem desempenhar as mesmas atividades que desempenhariam em uma empresa, porém sem a necessidade de deslocamento. Esse fator reduz custos tanto para o profissional quanto para o contratante. Porém, é necessário ter foco para que comodidade de trabalhar em casa não se transforme em negligência no trabalho.

“É uma maravilha poder organizar seus horários e ter flexibilidade, no entanto, é preciso ter muita dedicação e responsabilidade para cumprir com as obrigações e não perder o deadline”, explica a jornalista Dayanne Pereira, que há três anos trabalha em home office para o site iSaúde Bahia. “Misturar a vida cotidiana com o trabalho pode ser um risco para a eficiência do profissional que trabalha home office, por isso é importante saber dividir os horários e estabelecer prioridades”, conclui.

Adaptação – Alguns profissionais apresentam certa dificuldade em se adaptar aos recursos tecnológicos, que a todo momento aparecem com novidades e podem se tornar indispensáveis ao desempenho de suas atividades. É o caso da jornalista Ajurimar Barreto. Trabalhando há cerca de 30 anos como assessora de comunicação, Ajurimar ainda guarda o hábito de fazer suas matérias manuscritas. “Quando era repórter adquiri o costume de fazer um ‘copião’ da matéria, durante o deslocamento para fazer outra cobertura, enquanto a entrevista estava fresquinha na mente”, diz.

Apesar de ter dificuldade na utilização de recursos como e-mail, que não usa para questões pessoais, somente profissionais, Ajurimar se rendeu, de certa forma, à tecnologia. “Não consegui resistir, infelizmente! Utilizo essas ferramentas, tão impessoais, de acesso mundial. Qualquer assunto você encontra no Google. Além da praticidade, muitas vezes você se satisfaz com as informações, reescreve alguma coisa, mas o contato com o entrevistado, o olhar perspicaz do repórter para captar o que está subentendido, isso só no ‘tete a tete’, sem a interferência da máquina”, acrescenta.

O caso de Graça Filadelfo, também jornalista, é um pouco parecido. Só que com um desfecho diferente. Em meados da década de 1990, quando trabalhava no então Correio da Bahia, Graça passou pela transição da máquina de escrever para o computador. “Resisti o quanto pude a abandonar a velha máquina e me tornei a penúltima pessoa da equipe de jornalistas a aceitar o computador”, diz.

Apesar da resistência, a jornalista se adaptou e gosta muito da nova forma de trabalhar. “Após aproximadamente 20 anos dessa experiência, não troco em hipótese alguma o sistema atual pelo processo antigo. Hoje a atividade é dinâmica. Porém requer atenção especial para evitar o ato de ‘copiar e colar’”, acrescenta Graça. “Enveredei no mundo virtual com mais intensidade a partir de 2009, quando criei blogs na plataforma Blogger. Aprendi a inserir textos, fotos e vídeos com ‘ensaios e erros’.  Nesse processo foi importante a ajuda de amigos em redes sociais, antes do Facebook se transformar na potência de hoje”, finaliza.

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