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Profissões que mais empregam o público jovem

- 14 de maio de 2015

Áreas de atendimento tendem a recrutar o público da faixa dos 18 a 24 anos, diz especialista

Alana Caiusca e Jéssica Alves

Em março de 2015, 50,4% da população com idade ativa da Região Metropolitana de Salvador estava ocupada  Os jovens com idades entre 18 a 24 anos representam 11,9% dessa população. As empresas do setor de fast-food, varejo e telemarketing são o ponto de partida para carreira dos recém-ingressos no mercado de trabalho. De acordo com o Sindicato Paulista das Empresas de Telemarketing, Marketing Direto e Conexo (Sintelmark) só o setor de Call Center emprega 1,4 milhões de pessoas no país e a maioria dos empregados são jovens.

O diretor gestor de Contratos e Relacionamento, Domingos Assis contou a razão dessas profissões tenderem a recrutar o público jovem. “Por se tratarem de grandes corporações, empresas como de telemarketing ou fast-food oferecem treinamento profissional e, por isso, elas não exigem experiência do candidato”, explica.

Constantemente há 500 vagas de emprego de telemarketing e demais setores. O especialista explica que esse fenômeno acontece devido à grande demanda de admissões e demissões no setor, já que, os jovens usam essas profissões como “escada” profissional. ‘“Existe um giro nesses setores, porque são as chances que os jovens têm para conseguir experiência e, depois seguir outra carreira”.

Outro ponto destacado pelo especialista que explica o motivo dessas profissões terem mais jovens, se dá por conta dos horários de trabalho que os empregadores impõem. “Sabemos que nessas corporações os empregados trabalham nos finais de semana, feriados e existem horários de tarefas durante a noite e os jovens entre18 a25 anos tendem a aguentar este ritmo de trabalho”.

Facilidades

Para a teleoperadora Laís Rosário, 24, trabalhar no ramo de telemarketing foi importante porque não solicitava conhecimento profissional. “Por ser o primeiro emprego foi a primeira opção que pareceu mais fácil já que não exigiu experiência”.

A não exigência de experiência  foi o motivo que também levou o supervisor, Emanuel Rebouças, 22 anos, a escolher o setor de atendimento como porta de entrada para a carreira profissional. “Foi a oportunidade fácil que me levou a ingressar neste ramo porque não exige experiência. É necessário apenas segundo grau completo e ainda trabalho 6h diárias”.

Ainda segundo Rebouças, a possibilidade de crescimento no cargo foi outro fator que chamou sua atenção. “Na empresa de Call Center não existe apenas cargo de operação (atendimento) a partir do sexto mês de trabalho podemos fazer testes para outros setores”, explica.

Educação

Apesar do resultado negativo da situação dos jovens no mercado de trabalho, a pesquisa realizada mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Ibge) apresenta resultados promissores: quanto maior o grau de instrução, maior o percentual da população ocupada. Pessoas com no máximo o ensino fundamental completo correspondiam a 20,1 % dos ocupados, enquanto os que possuem ensino superior ou mais 65,6%.

Na condição de dupla jornada, muitos jovens conciliam estudos e trabalho. Aqueles que se predispõem a enfrentar essa rotina têm como objetivos adquirir conhecimentos e técnicas, desenvolver seu network, e principalmente, buscar a independência financeira.

Taís Sacramento, 20 anos, começou a trabalhar aos 17  em uma rede de fast-food. A experiência de um ano a fez compreender a importância do trabalho em equipe, porém, a falta de flexibilidade e benefícios trabalhistas motivou a desistência do emprego. “Bom ou ruim todo emprego serve como experiência, mas hoje estou mais tranquila”, relata a jovem que há oito meses atua como vendedora em uma loja de bijuterias.

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