O cinema e a rua: histórias de quem viveu o cinema de rua de Salvador

Carol Cerqueira, Catarina Carvalho e Maria Andrade - 1 de dezembro de 2021

Entenda o que aconteceu entre a época de ouro do cinema de rua e a expansão das grandes redes

Tomar um café enquanto espera o horário do filme, entrar numa sala de cinema pequena, com menos de 100 lugares, para assistir a uma produção nacional. Esse ritual, muito comum até a década de 1990, é cada vez mais raro. Salvador, que já chegou a ter mais de 20 cinemas de rua, hoje conta somente com o Cine Metha Glauber Rocha, a Sala Walter da Silveira e os equipamentos do projeto Sala de Arte: Cine MAM, Sala da UFBA e Sala do Museu. O quarto cinema fica no interior do Shopping Paseo. O movimento de ida dos cinemas para os shoppings center tem suas vantagens e desvantagens, conforme apontam especialistas. 

O cineasta e diretor do Cine Metha Glauber Rocha, Cláudio Marques, aponta que a chegada de novidades como a TV e o videocassete, além da decadência dos centros das cidades motivaram o abandono dos cinemas de rua. “Antigamente, você tinha o circo e cinema, basicamente, como equipamentos de diversão. Depois isso mudou e o cinema teve que se reestruturar. Mas chega um ponto que não tem muito jeito; cinemas, lojas, tudo que era essencialmente de rua acaba migrando para os shoppings center”, diz. 

Segundo Marques, nos anos 80, o Brasil tinha cerca de 3 mil salas de cinema. Já no início dos anos 90, eram 800 salas. O gestor do Circuito de Cinema Sala de Arte, Marcelo Sá, concorda com Cláudio Marques. “Antes, os encontros e as saídas eram nas praças, na rua mesmo. Aí a gente tem a insegurança, a violência e o boom dos lugares fechados, como os shoppings”. 

Para o diretor do Glauber Rocha, o movimento teve suas vantagens. Com a ida dos cinemas para os shoppings, o número de salas voltou a crescer e houve investimentos nos equipamentos. “Os cinemas de rua não eram tão bem equipados. O som era muito precário. Existe uma crônica famosa de Walter da Silveira em que ele escreve sobre a estreia de O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro aqui em Salvador. Ele já tinha assistido fora daqui em um festival internacional e ficou horrorizado quando assistiu em Salvador porque não dava para entender as falas. Muitos falavam que o cinema brasileiro era ruim, mas era a qualidade do som das salas de cinema que deixavam a desejar”, explica. 

Por outro lado, existem as desvantagens. A migração para shopping deixou o cinema mais caro, mais elitizado e padronizado. “A gente perdeu em termos de democratização e da diversidade do cinema porque eles passaram a exibir os mesmos filmes no mundo inteiro. A partir disso, começa a ser criado um movimento em defesa do cinema de rua, que também está agregado a outros espaços da cidade que estavam abandonados. A Praça Castro Alves, por exemplo, quando chegamos no Glauber Rocha, estava abandonada e depois foi toda reformada”, conta. 

Com a decadência dos cinemas na segunda metade do século XX, alguns cinemas de rua buscaram o gênero pornográfico como saída. Só nos anos de 1970, havia cinco cines pornôs em Salvador: Jandaia, Pax, Liceu, Tupy e Astor. O Tupy e o Astor, por exemplo, acabaram também se tornando ponto de encontro para práticas sexuais. O público variava desde jovens a idosos, mas a maioria dos frequentadores era do sexo masculino. Havia também transexuais, garotas de programa e michês que ofereciam serviços sexuais nas salas.

O engenheiro civil Oswaldo Cruz, 65, vivenciou os tempos áureos do cinema de rua até a sua fatídica decadência. Ainda adolescente, Oswaldo frequentava quantos cinemas pudesse. Apenas puxando pela memória, contando os cinemas de rua que gostava de ir, Oswaldo precisaria de duas mãos e ainda faltariam dedos para terminar a conta. Ao todo, o engenheiro listou 14 cinemas de rua a qual era cativo. 

Suas memórias com o cinema se misturam com as lembranças da infância. A pipoca e as balas que chupava enquanto assistia aos filmes aparecem logo em seu relato. No cinema, a sensação era de que estava sendo puxado para um outro mundo, mágico. “As imagens projetadas se tornavam reais à medida do meu envolvimento, era como se temporariamente estivesse numa nova vida, com percepções, sentimentos, enfim fazendo parte do outro lado da tela”, relembra. 

Assim como Marques havia citado anteriormente, a insegurança foi um dos motivos que fizeram com que os cinemas de rua perdessem lugar para os cinemas de shopping. E Oswaldo compartilha da mesma opinião. Parou de frequentar os poucos cinemas de rua que restaram por conta da sensação de insegurança. Hoje, a magia do cinema o invade muito menos do que antes. Se tornou adepto da Netflix e outros serviços de streaming. “Mas isso nunca substituirá o brilho de um cinema, que tem expectativa, interação, integração, é inigualável”, afirma. 

O futuro do cinema

Marques admite que esse movimento de defesa do cinema de rua tem seus limites e diz não acreditar na retomada desses espaços. “É uma luta muito dura. O que eu fiz eu sei que não é simples, é preciso muita resiliência. Eu tenho muito orgulho desse projeto ter dado certo, mas eu sei que poderia não ter dado, eu entendo por que as pessoas não querem se lançar nessa aventura. Então, por isso, eu não tenho esperança de que os cinemas de rua abandonados vão ser ressuscitados ou que novos sejam construídos. Seria lindo se isso acontecesse, mas eu sinceramente acho que não vai”, lamenta. 

Apesar de não acreditar no futuro do cinema de rua, não deixa de acreditar no modelo de cinema de um modo geral. “O streaming é uma febre, como a TV, o DVD, o videocassete. O streaming é muito legal, é ótimo, mas não tem comparação. Ver um filme numa TV, numa tela do computador ou no celular nunca vai ser o mesmo que sair de casa, encontrar pessoas e assistir em uma tela de cinema. É todo um ritual que é insubstituível”, finaliza. 

Por outro lado, Marcelo Sá não perde a confiança no modelo de cinema de rua e defende que a experiência que esses locais proporcionam é insubstituível. “A gente vê as pessoas apaixonadas por cinema indo ver filmes, vemos, inclusive, o público se renovando, com pessoas mais jovens. Quando olhamos para Europa, vemos este costume muito forte de ir ao cinema e as salas são, muitas vezes, mantidas pelo governo. Aí a gente tem as diferenças de um lugar para outro, temos o cinema se redimensionando por razões de mercado, inclusive, mas acabar não vai”, opina. 

“As pessoas querem ir para a rua e os cinemas do Sala de Arte trazem essa ideia, substituem as antigas praças onde as pessoas se encontravam, porque você tem um café, uma livraria, um espaço mesmo agregado ao cinema em si. Aí as pessoas vão namorar, levam o computador para ficar fazendo um trabalho, estudam. O cinema não é só o filme, é uma experiência que se completa com o filme. E a grande vantagem é a diversidade porque você vai aos cinemas de shopping e a programação é igual, sempre os mesmos tipos de filmes. O chamado cinema de rua sai da caixinha, traz coisas diferentes”, completa Sá. 

Procurada, a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), afirmou que “não tem gerência alguma sobre os cinemas da cidade” e que investe “em produções audiovisuais, através da Fundação Gregório de Mattos, mas não em exibição”. A Secretaria de Cultura da Bahia (Secult), também disse que não tem gerência sobre os cinemas de Salvador, destacou sua participação no acordo de continuidade do Glauber Rocha e também no projeto Panorama Coisa de Cinema. A Diretoria de Audiovisual (Dimas) da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), não respondeu ao contato. 

O Cine Metha Glauber Rocha

Quem frequenta ama de paixão, não só pela vista espetacular, mas pelo ambiente acolhedor. A programação vai de filme cabeça até o blockbuster hollywoodiano, mas sempre com foco no cinema nacional. O espaço foi inaugurado em 1919, com o nome de Kursaal Baiano. Foi renomeado para Cine Guarany e, posteriormente, para Cine Glauber Rocha em 1981, encerrando atividades em 1998, quando era administrado pela Art Films. Foi reaberto em dezembro de 2008 após a reforma, com patrocínio do Unibanco e, em seguida, Itaú.

Este ano, a parceria com o Itaú chegou ao fim e o cinema anunciou o fechamento. Após quase dois meses amargando a notícia, o grupo Metha, antiga OAS, decidiu manter o espaço vivo e firmou o contrato com o equipamento cultural, que passa a se chamar Cine Metha Glauber Rocha. O local exibiu o primeiro filme falado, o primeiro filme colorido e também a estreia do primeiro longa de ficção baiano Redenção. 

Parte da paisagem e da vida cultural da cidade há mais de 100 anos, o espaço também guarda as histórias de quem passa por lá. Do Glauber, a radialista Juliana Rodrigues, 26, costuma colecionar ingressos e gravar lembranças especiais na memória. Dos encontros românticos no terraço com a famosa vista para a Baía de Todos os Santos até os filmes que costumava assistir com a mãe no fim do expediente de trabalho, o lugar se tornou plano de fundo de passagens marcantes em sua vida. “Lembro de um bilhete que entreguei para uma pessoa que eu gostava muito e fui apaixonada por um tempo. Na semana seguinte, a gente marcou de se encontrar no Glauber Rocha e conversamos sobre esse bilhete no terraço do cinema, tentando definir o que iria ser da relação a partir dali. Isso me marcou muito”, recorda. 

Mesmo indo frequentemente acompanhada ao cinema, a falta de companhia nunca a impediu de conferir as novidades em cartaz. O tempo apertado também não era um problema, já que ela sempre fez questão de encaixar a atividade cultural na rotina. “Várias vezes eu emendava uma sessão de cinema entre um compromisso e outro de tarde sempre às quartas-feiras, que era o dia da minha sessão de terapia”, conta. Até mesmo antes de um show ela encontrava uma brecha para assistir alguma produção no espaço. “Aconteceu, por exemplo, quando eu vi ‘A vida invisível de Eurídice Gusmão’, antes do show de Milton Nascimento na Concha Acústica”, admite. 

Para Juliana, além das memórias afetivas criadas no cinema, o que atrai mesmo é a oferta de filmes fora da rota comercial dos shoppings centers. Afinal, as comédias românticas e as sagas intermináveis dos super-heróis nunca a cativaram. “Sempre senti que eu encontrava nos cinemas de rua uma programação diversificada com filmes que jamais entrariam num circuito comercial porque não tem potencial de venda, mas que me desafiam e me agregam”, explica.

Mesmo com uma preferência mais do que declarada, a pandemia e a falta de segurança na cidade foram responsáveis por tirar o Cine Metha Glauber Rocha da sua programação. Apaixonada pelo espaço, ela garante que a ausência é passageira. “Eu gostaria de retornar. Talvez um dia, quando eu voltar a me sentir segura para andar na rua, eu consiga vislumbrar uma situação de voltar ao cinema, porque é uma coisa que eu sinto falta dos tempos pré-pandemia”, conclui.

A Sala Walter da Silveira

Foi batizada com o nome atual em 1986, 16 anos após a inauguração do prédio da Biblioteca Pública do Estado da Bahia, e é um espaço público de difusão inteiramente dedicado ao audiovisual, administrado pelo Governo da Bahia. Promove, de maneira gratuita e sistemática, o acesso a conteúdos baianos, brasileiros e internacionais, com ênfase na filmografia latino-americana, através de sessões diárias (estreias e lançamentos), mostras especiais, atividades cineclubistas e retrospectivas históricas. A sala homenageia o advogado, crítico de cinema e cinéfilo Walter da Silveira.

A sala Walter da Silveira, hoje funciona também como espaço de difusão da recém-implantada Cinemateca da Bahia. Além da programação regular, a sala atende aproximadamente 100 solicitações de cessão pauta, por temporada; sem qualquer cobrança de taxa, o espaço é requisitado por produtores independentes, artistas, instituições internacionais e organizações sociais.

Localizada no bairro dos Barris, a sala Walter da Silveira fica bem próxima ao coração da cidade de Salvador: o seu Centro Histórico. É lá que a capital baiana pulsa e exala todo o fervor cultural pelo qual somos reconhecidos nacional e internacionalmente. 

Essa característica é, na verdade, bem comum aos cinemas remanescentes de rua em Salvador. Em sua maior parte estão localizados próximos ao centro da cidade. Para uns, isso pode dificultar o acesso – tendo em vista que, na participação do público através do formulário para esta reportagem, a maioria das pessoas respondeu que frequenta mais cinemas de shopping pela comodidade e mobilidade. Para outros, essa característica é uma oportunidade de explorar a sua própria cidade.

Leonardo Valverde, 25, começou a frequentar a sala Walter da Silveira em 2019, com um de seus melhores amigos. Leo é formado em publicidade, mas se denomina como escritor e roteirista, ainda assim, o que mais o marcou naquele cinema está longe de ser os filmes. Ele se lembra de marcar de se encontrar na Walter da Silveira, assistir algo e depois sair para bater perna pelo centro. Por vezes, Leo confessa, nem assistir ao filme assistia. Em outras, era na recepção da sala Walter da Silveira mesmo que ficava “de resenha” com os amigos. 

“A gente marcava lá, aí sempre estava tendo uma programação alternativa, o filme que estava em cartaz era sempre uma coisa fora do circuito. E, geralmente, a sala estava sempre vazia, com o ar-condicionado no talo, assim, um absurdo de gelo aquilo, mas era gostoso, sabe? Eu sinto muita saudade”, conta Leo que, desde a pandemia, não retornou à sala Walter da Silveira. 

Para ele, que é morador do subúrbio de Salvador, mais precisamente do bairro de Castelo Branco, no quesito acessibilidade, a sala Walter da Silveira fica à frente de qualquer shopping da cidade. Era só o preço da passagem para integrar o “busu” e o metrô. Em nenhuma de suas idas, pagou pela sessão de cinema. Com sessões gratuitas, a Walter da Silveira se propõe a, verdadeiramente, democratizar o acesso à cultura.

O Circuito de Cinema Sala de Arte

O projeto, de Salvador, exibe apenas filmes do circuito alternativo. Foi fundado em 7 de julho de 2000 com a inauguração da Sala de Arte do Clube Baiano de Tênis. Graças ao êxito financeiro do primeiro cinema, se ampliou em 2002 com a inauguração do Cine XIV, no Pelourinho, e o Cinema do Museu Geológico da Bahia em 2003. 

Com o fechamento da Sala do Baiano de Tênis, em 2006, em virtude de cessão de parte do imóvel para a rede Perini, houve uma crise no grupo, pois aquela sala representava 45% do seu público e renda, sendo registrados protestos por parte da comunidade cinéfila soteropolitana, que realizou um abraço simbólico em 16 de janeiro de 2006 reunindo cerca de 300 pessoas.

Ainda assim, novas salas foram abertas no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM) em 2006, no Teatro Molière da Aliança Francesa de Salvador, no mesmo ano, e no Pavilhão de Aulas do Canela da Universidade Federal da Bahia (UFBA) em 2007. Finalmente, em 2009, foi aberto um complexo de duas salas no Shopping Paseo Itaigara.

As unidades do Museu Geológico e do Paseo ficaram sob ameaça de fechamento em 2015, mas campanhas foram realizadas e os locais permaneceram abertos. O Cine XIV teve uma queda brusca de público a partir de 2007, foi fechado em 2008 e reabriu em 2009. Em 2014, fechou novamente. Em 2016, reabriu as portas, mas, um ano depois, um incêndio destruiu o local, que nunca mais foi reativado.

Com a pandemia, as salas ficaram fechadas por 1 ano e 8 meses. Foi realizada uma campanha de apoio e, no dia 7 de outubro deste ano, a Sala do MAM foi reativada. As demais estão passando por manutenção, mas, de acordo com Marcelo Sá, a previsão de reabertura da unidade Paseo está prevista para acontecer ainda em dezembro. As salas do Museu Geológico e a da UFBA têm previsão para janeiro. 

“A pandemia foi um baque. Foi 1 ano e 8 meses de salas fechadas. Aí fizemos uma campanha linda para reabrir a sala do MAM e conseguimos. É para reabrir, não para sustentar, não dá para quitar as nossas dívidas, mas a ideia é que, com a reabertura, o fluxo nos ajude. Agora, mais do que nunca, estamos em busca de patrocinadores para abrir as demais”, afirma Sá. 

Tem cinema no Subúrbio

Confira o depoimento da produtora cultural Neusinéa Maciel, de 27 anos. Ela é responsável pelo projeto para crianças e adolescentes Cinema do Parque, que acontece no Centro de Referência do Parque São Bartolomeu, no Subúrbio Ferroviário de Salvador. Neusinéa defende que, através do cinema, as crianças podem ter acesso ao lazer e ao conhecimento ao mesmo tempo. 

Histórias reais: 

Para esta reportagem, fizemos um formulário sobre o consumo de cinema do soteropolitano. Tivemos como resultado um total de 80 respostas. Confira os pontos principais:

  • A maioria dos que responderam ao formulário tinha entre 19 e 26 anos (57,5%). Ou seja, a experiência com cinemas de rua para estes já se inicia em seu declínio. 
  • A divisão de gênero foi equiparada. 50% dos respondentes se consideram do sexo feminino, 47,5% masculino, 1,2% preferiu não dizer e 1,2% se considera agênero. 
  • Muitos bairros foram citados pelos respondentes, no entanto, um se sobressaiu: 16,2%, ou seja, 13 dos entrevistados moram na Pituba. 
  • Quanto ao costume de frequentar espaços culturais em Salvador, o cinema aparece em primeiro lugar disparado. Lembrando que os respondentes puderam marcar mais de uma opção.
Gráfico de respostas do Formulários Google. Título da pergunta: Você tem o costume de frequentar espaços culturais em Salvador? Se sim, quais? (Desconsidere o período de pandemia). Número de respostas: 80 respostas.
  • Sobre a preferência entre cinemas de shopping e cinemas de rua, o shopping fica em primeiro lugar:
Gráfico de respostas do Formulários Google. Título da pergunta: Você frequenta os cinemas da cidade? (Desconsidere o período de pandemia). Número de respostas: 80 respostas.
  • Quanto às respostas sobre o porquê de frequentar cinema de shopping ou de rua, separamos quatro que melhor sintetizam o que foi dito no geral:

Cinemas que Salvador já teve e não existem mais:

Astor – Inaugurado com o nome de Cine Art em 1953, na Rua da Ajuda

Bristol – Inaugurado em 1973 e transformado em Cine Art 1 e Art 2 em 1983. Deu lugar à uma igreja em 2000.

Cine Teatro Jandaia – Inaugurado em 1911, na Avenida J.J. Seabra, a famosa Baixa dos Sapateiros

Lumière – Inaugurado em 1906, na Rua Carlos Gomes

São Braz – Inaugurado em 1906, em Plataforma

Politeama  Baiano – Inaugurado em 1882, no Politeama, foi demolido em 1933. Exibiu a primeira sessão de cinema em Salvador. Hoje dá lugar ao Instituto Feminino. 

Lux – Inaugurado em 1948, no Tororó

São Joaquim – Inaugurado em 1931, na Avenida Jequitaia

Império – Inaugurado como Calçada em 1927, na Calçada do Bonfim

Panthé – Inaugurado em 1928, no Barbalho

Ideal Cinema – Inaugurado em 1913, na Ladeira de São Bento

Soledade – Inaugurado em 1913, na Soledade

Itapuã – Inaugurado em 1949, em Itapuã

Centro Católico – Inaugurado em 1918, na Mouraria

Cine Cabaret Na Cavean – Inaugurado em 1919, na Praça Castro Alves

Tenentes do Diabo – Inaugurado em 1919, em Paripe

Avenida – Inaugurado em 1910, no Rio Vermelho

Itacaranha – Inaugurado em 1911, em Itacaranha

Recreativo Fratelli Vita – Inaugurado em 1911, na Calçada do Bonfim

Petti Cinema – Inaugurado em 1913, em Brotas

Forte de São Pedro – Inaugurado em 1914, no Forte de São Pedro

Plataforma – Inaugurado em 1960, em Plataforma

Jorge Amado – Inaugurado em 1961 como Nazaré, em Nazaré

Santo Antônio da Barra  – Inaugurado em 1914, na Barra

Cinema  Recreativo – Inaugurado em 1913, no Rio Vermelho

Pax – Inaugurado em 1939

Oceania – Inaugurado em 1946, na Barra

Tamoio – Inaugurado em 1930 com o nome de Cine Glória, na Praça Castro Alves

Bahia – Inaugurado em 1909, na Rua Chile. 

Itapagipe – Inaugurado em 1920, na Ribeira

Central – Inaugurado em 1910, na Praça Castro Alves

Ideal – Inaugurado em 1910, no Largo do Papagaio

Aliança – Inaugurado em em 1912, como Íris Theatre, depois em 1935 como Olímpia, na Baixa dos Sapateiros

Amparo – Inaugurado em 1968, no Engenho Velho de Brotas

Amaralina – Inaugurado em 1952, em Amaralina

Liceu – Inaugurado em 1911, como Rio Branco, na Calçada do Bonfim

Santo Antônio – Inaugurado em 1907, em Santo Antônio Além do Carmo

Santo Antônio da Mouraria – Inaugurado em 1908, na Mouraria

Cine Casa de Santo Antônio – Inaugurado em 1932, na Rua São Francisco/Centro

Sete Portas – Inaugurado em 1909, na Sete Portas

Brasil – Inaugurado 1951, na Liberdade

São Jorge – Inaugurado com o nome de Liberdade em 1937, na Liberdade

Uruguai – Inaugurado em 1962, no Uruguai

Itapagipe – Inaugurado em 1920, na Ribeira

Bijou Théâtre – Inaugurado em 1910, na Calçada do Bonfim

Bonfim – Inaugurado em 1937, na Calçada do Bonfim

Cinema  Parisiense – Inaugurado em 1914, no Campo Grande

Vênus – Inaugurado em 1916, na Rua Carlos Gomes

Capri – Inaugurado em 1956, no Largo Dois de Julho

Cine Bangalow de Nazaré – Inaugurado em 1927, em Nazaré

Mercúrio – Inaugurado em 1958, na Cidade Nova

Roma – Inaugurado em 1948, no bairro de Roma

Popular – Inaugurado em 1910, no Largo da Madragoa

Castro Alves – Inaugurado em 1910, no Largo do Carmo

Excelsior – Inaugurado em 1935 na Praça da Sé

Odeon – Inaugurado em 1936, na Belvedere da Sé 

São Caetano – Inaugurado em 1951, em São Caetano

Pax – Inaugurado em 1939, na Baixa dos Sapateiros

Periperi –  Inaugurado em 1964, em Periperi

Fontes: TCC “O SISTEMA MULTIPLEX E A CRISE DAS SALAS DE CINEMAS TRADICIONAIS EM SALVADOR”, de Eletice Rangel Santos, 2000, baseado em dados retirados do Jornal A TARDE; Leal e Leal Filho,1997

Especial

Guerra da Água

No cerrado baiano, o agronegócio impacta a sobrevivência das comunidades tradicionais. A reportagem em áudio conta como a população de Correntina, no oeste da Bahia, tem sofrido ameaças e resistido à disputa por água em seu te Dê play e saiba mais sobre essa história. Material produzido a partir da proposta de pauta vencedora da […]

Leonardo Lima e Luísa Carvalho - 13 de dezembro de 2021

Editorial

Investigação participativa: reportagens que colocam o leitor no centro da história

Profa. Lívia Vieira As 13 reportagens multimídia feitas pela turma de Oficina de Jornalismo Digital em 2021.2 tiveram como base o conceito de investigação participativa. O termo, que em inglês é conhecido como engagement reporting, foi discutido em uma aula especial que tivemos com Giulia Afiune, editora de Audiências da Agência Pública. Na ocasião, Giulia […]

Profa. Lívia Vieira - 2 de dezembro de 2021


Racismo religioso

Salvador ainda é um ambiente inseguro para os praticantes de religiões afro

Dentro de casa ou no trabalho, praticantes de religiões de matrizes africanas relatam dificuldades na tentativa de exercer seu direito ao culto religioso. Expressões depreciativas, ataques a terreiros, xingamentos e até agressões. É assim que o racismo religioso se traveste de “opinião” em diversas partes do Brasil – incluindo Salvador, – uma das cidades mais […]

Josivan Vieira e Gabriele Santana - 1 de dezembro de 2021

Meio Ambiente

Salvador, primeira cidade planejada do Brasil, sofre com falta de infraestrutura

Habitantes de Salvador relatam problemas dos bairros onde vivem e denunciam falta de assistência do poder público. Os moradores de Salvador têm orgulho de dizer que vivem na primeira capital do Brasil. De propagandas até conversas em mesa de bar, soteropolitanos e pessoas que adotaram a cidade do axé e do dendê se gabam de […]

Brenda Roberta, Inara Almeida e Maysa Polcri - 1 de dezembro de 2021

Direito ao transporte

Assaltos a ônibus assustam população de Salvador

Cidadãos que dependem do transporte público relatam a experiência de insegurança cotidiana, embora Secretaria de Segurança Pública afirme que houve redução no número de assaltos a ônibus. Por Gilberto Barbosa, Leonardo Oliveira e Cesar Oliveira Os assaltos a ônibus são uma constante e assustam a população de Salvador que depende do transporte público para seguir […]

Gilberto Barbosa, Leonardo Oliveira e Cesar O. - 1 de dezembro de 2021

Direito à Cultura

Consumo de livros digitais aumenta e obras físicas têm baixa durante pandemia de Covid-19

Especialistas explicam que pandemia impulsionou mudança em formato de leitura. Por Adele Robichez, Felipe Aguiar, Nathália Amorim, Vinícius Harfush Um levantamento realizado pela reportagem em Salvador indicou que as pessoas passaram a consumir mais livros no formato digital durante a pandemia de covid-19. Segundo a pesquisa, que selecionou 68 moradores da capital para responder perguntas […]

Adele R, Felipe A, Nathália A, Vinícius H - 1 de dezembro de 2021

Economia criativa

Os desafios de viver de arte durante a pandemia

Assim como nós humanos, a economia foi imensamente impactada pelo distanciamento social, mas, felizmente, uma possível vacina para curar o problema já existe, e se chama criatividade. Não é exagero afirmar que nenhum brasileiro e nenhuma brasileira escapou ileso dos diversos e inesperados desafios vividos nos anos de 2020 e 2021. E eles têm um […]

Paulo Marques - 1 de dezembro de 2021

Direito à religião

Comunidades de matriz africana lutam por prática religiosa em espaços públicos de Salvador

Intervenções em locais comunitários preocupam terreiros que dependem da vegetação natural para exercer cultos Por Geovana Oliveira, Luana Lisboa, Victor Hugo Meneses e João Marcelo Bispo Até hoje, a vodunsi Mãe Cacau se emociona ao falar sobre o início das obras para a Estação Elevatória de Esgoto na Lagoa do Abaeté. Quando as máquinas chegaram […]

Geovana, Luana, Victor Hugo e João Marcelo - 1 de dezembro de 2021

Ordem de despejo

O caso da comunidade do Tororó, em Salvador, e a violação do direito à moradia

Moradores recebem ordem de despejo da localidade que está sendo especulada para construção de um estacionamento de um novo Shopping Center “Como os moradores são quase todos do mercado informal, a prefeitura ligava para eles e oferecia dinheiro. Como estavam todos sem dinheiro, começaram a negociar com a prefeitura. Nisso, com quem já tinha negociado, […]

Álene Rios, Júlia Lobo e Thainara Oliveira - 1 de dezembro de 2021

Direito à mobilidade

Pessoas com deficiência denunciam falta de acesso ao transporte de Salvador

Falta de fiscalização afeta funcionamento de elevadores em coletivos. Gabrielle Medrado, Gustavo Arcoverde, Marcela Villar e Rafaela Dultra Cadeirante desde 2014 após uma tentativa de assalto, o baiano Luan Veloso, 32, é paracanoísta profissional e terceiro colocado no ranking dos melhores do Brasil na maratona de sua categoria, a KL1, na qual atletas utilizam como […]

Gabrielle Medrado,Gustavo Arcoverde,Marcela Villar - 1 de dezembro de 2021

RAP em Salvador

O ritmo não para: batalhas de rima movimentam a cultura nas comunidades

Batalhas de rap voltam a acontecer em Salvador após suspensão causada pela pandemia de Covid-19 Após quase um ano e meio da pandemia de Covid-19, o setor artístico e cultural soteropolitano começou a tomar fôlego com a última fase de retomada das atividades econômicas, decretada pela prefeitura da capital baiana no dia 9 de julho […]

Danielle Campos, Kamille Martinho, Renata Falcone - 1 de dezembro de 2021

Direito à Segurânça

Não vá que é barril: A violência contra motoristas de aplicativo em Salvador

“Foi quando ele pegou a arma e apontou na minha cara, aí foi complicado”. Estamos na rua Candinho Fernandes, Fazenda Grande do Retiro, Salvador. São 8h30 da noite do dia 23 de dezembro de 2019, perto da véspera de Natal. Anselmo Cerqueira, que é motorista por aplicativo, está com o carro estacionado. Dois homens se […]

Adriano Motta, Lula Bonfim e Victor Lucca Ferreira - 1 de dezembro de 2021

Gerar problemas não é saudável

Consumidores relatam transtornos e dificuldades com planos de saúde

Mensalidades  subiram  quase 50% este ano, conforme aponta um levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) Por Andressa Franco, Everton Ruan e Laisa Gama No dia 25 de Março, Maria*, grávida de cinco meses, precisou ser encaminhada às pressas para o Hospital Santo Amaro. Ao chegar lá, precisou realizar uma cesária de […]

Andressa Franco, Everton Ruan e Laisa Gama - 1 de dezembro de 2021