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Mapeando a diversidade linguística

- 6 de julho de 2014

Gislene Ramos e Renata Farias

Do Oiapoque ao Chuí. 250 cidades. 257,851 quilômetros. Essa foi a distância percorrida pelo grupo de pesquisadores do Projeto Atlas Linguístico Brasileiro (ALiB) para o mapeamento dos diversos falares em língua portuguesa nas regiões do país.

A diretora e presidente do projeto, a professora Suzana Cardoso, conta como foi e está sendo o processo de construção do Atlas. O projeto busca mostrar um panorama de como está a língua português no Brasil, nos diferentes níveis. “Nosso objetivo é fornecer uma descrição da língua portuguesa no Brasil, mostrar qual é a realidade nesse momento”, explica Cardoso.

Em novembro de 1996, o processo foi iniciado. A partir da constituição de um comitê nacional com pesquisadores que já haviam produzido Atlas ou que estavam em processo de produção de algum. Esse comitê ficou sob a coordenação da Bahia com a professora Suzana e a diretora executiva e professora Jacyra Andrade.

“Formado o comitê, começamos a trabalhar no projeto, onde foram definidos os objetivos, justificativas, cronograma etc. E passamos a trabalhar nos instrumentos necessários para a pesquisa: a elaboração dos questionários, dos princípios de escolha dos informantes e nos princípios que definiriam a rede de pontos”, explica Suzana.

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Procedimentos metodológicos – Ao todos foram 210 cidades, entre capital e interior, e deles foram documentados falantes homens e mulheres de 18 a 30 e de 50 a 65 anos, com formação universitária nas capitais e fundamental nas regiões do interior. Outro princípio de escolha era que a pessoa deveria ser nascida na localidade, filha de pais da localidade e que não tivessem se afastado por mais de 1/3 de sua vida, nem o primeiro da vida nem o mais recente. Por exemplo: uma pessoa de 30 anos não pode ter morado fora da região nos primeiros anos de vida, nem nos últimos 10 anos até o momento da entrevista. “Parece algo simples escolher oito pessoas em cada cidade para aplicar um questionário, mas não é tão fácil assim, pois quando você vai controlar todas essas variáveis é o que dificulta o processo”, conta. Todo esse material era gravado para análise posterior.

A pesquisa parte da aplicação de um questionário linguístico para que se possa ter dados inter-comparáveis sobre fonética e pronúncia. Um questionário semântico-lexical apura as diferentes denominações, como por exemplo, a “bala de chupar” também é “confeito”, “bombom”, na outra região é “queimado” e assim por diante. Um questionário morfossintático, para perceber onde predominam, por exemplo, o uso do tu, o você. Os informantes fazem ainda uma leitura de um texto e também contam algum fato de sua vida. A intenção é que o discurso seja livre, direto, sem interferências e de forma mais espontânea. “É a mesma língua, mas em cada área é realizada de maneira diferente”, explica.

Uma das intenções do projeto é contribuir para o entendimento da língua portuguesa no Brasil como instrumento social de comunicação. A partir desse conhecimento da realidade linguística do país, sobretudo do Nordeste, pode-se diminuir o preconceito linguístico com uma compreensão mais social da língua. É um longo processo e, conforme a professora Suzana costuma dizer, “quando a gente termina um Atlas é que começa todo o trabalho”.

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