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Magia e feitiçaria resistem no mundo real

- 29 de março de 2017

Magia e feitiçaria foram estigmatizadas mas, mesmo que por baixo dos panos da história, não deixaram de ser base de tudo que nós sabemos.

 Marcelo Ricardo e Pablo Santana | Infográfico: Pablo Santana com vetores do Vexels.com

Palavras mágicas sempre presentes estiveram no conhecimento popular, embora quase nunca relacionadas diretamente com  magia e feitiçaria. Nossas avós sempre fizeram chás curativos, rezas e receitaram feitiços para obter algum êxito pessoal.  Não há como negar a força do conhecimento em torno da feitiçaria e sua importância para a humanidade por muitos séculos.

 

O uso da feitiçaria é encontrado na história muito antes do estereótipo que associa o culto a determinadas divindades,fora do padrão religioso hegemônico,como um festejo ao diabo. As formas de uso da magia vão desde adivinhação sobre o futuro ao uso de talismãs  para conquistar o crush.

Celebrações às forças da natureza ou a deuses distintos são tradições presentes em várias culturas. Embora ignoradas ou discriminadas na sociedade contemporânea, práticas relacionadas à magia, ou feitiçaria, ainda resistem como conhecimento empírico.

Era uma vez…

A construção cultural e imagética ocorrida no mundo todo por intermédio europeu ajudou a constituir as representações de quase tudo que sabemos sobre bruxas, feitiçaria e magia, por mais que em outros locais do mundo as mesmas coisas fossem conhecidas por outros nomes. Personagens centrais no dualismo bem-mal que cercam as histórias infantis, as bruxas são as vilãs que destroem a felicidade das pessoas com seus feitiços e assombram o imaginário de diversas crianças.

No livro O Diabo e a Terra de Santa Cruz: Feitiçaria e Religiosidade Popular no Brasil Colonial , a historiadora Laura de Mello e Souza reúne registro de confissões e denúncias sobre casos de mulheres feiticeiras, feito pela inquisição portuguesa nas visitações ao Brasil. Documentos oficiais revelam casos de destruição de peças do culto junto com a réu condenada à morte na fogueira em praça pública.

As bruxas são figuras presentes nos relatos históricos, principalmente nos feitos na Idade Média, através da Inquisição. Em uma época de controle rígido por parte da Igreja Católica, mulheres que mexiam com forças diversas eram perseguidas, sentenciadas como feiticeiras e assassinadas.

Abracadabra

“Abracadrada” é a considerada a palavra mais falada em todo mundo, mesmo sem uma tradução direta. Uma possível origem seria do aramaico, “eu crio ao falar”. Apesar de ser usada normalmente como encantamento por mágicos e ilusionistas, a palavra era tida como uma senha para curar febres e inflamações.

Ahmadou Hampaté Bâ em seu texto A Tradição Viva aborda o poder da palavra para o povo malinês como um elemento mágico. Ao longo de seu trabalho, o teórico descreve o processo de iniciação dos ferreiros no qual a palavra orquestra magicamente o universo ao passo  que  produz o conhecimento tecnicista.

A alquimia, por exemplo, negada como uma ciência, por acreditar numa pedra capaz de transmutar metais “inferiores” em ouro, foi menosprezada como conhecimento por se associar a bruxaria. Com o tempo ela recuperou sua validade cientifica, tornando-se base de muita das teorias que afirmam a química moderna.

Não muito distante da realidade, a ficção resgatou a escolarização da bruxaria e da feitiçaria como característica fundamental em muito das culturas. O popular Harry Potter, por exemplo, levou um expressivo contingente de jovens e adultos a estudar magia em todo mundo de um modo interativo e menos demonizado.

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