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Madrugadas em claro

- 11 de setembro de 2013

Número de jovens e adolescentes que sofrem com a insônia cresceu nos últimos anos, segundo estudo do IBGE

Val Benvindo e Wesley Miranda

Segundo especialistas, uma boa noite de sono dura, em média, oito horas. Nos últimos tempos, a quantidade de indivíduos que não conseguem completar (ou começar) esse sono só vem aumentando. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a quantidade de adolescentes com distúrbios do sono – dissonias – principalmente a insônia, chegou a 25% do total.

A insônia é um distúrbio que se caracteriza pela dificuldade de o indivíduo iniciar ou terminar uma noite de sono, seja por estresse elevado, fadiga do corpo, dentre outros fatores. Segundo a neurologista Carla Spínola, são diversas as causas que levam o adolescente a ser uma pessoa insone. “Atualmente, a principal causa desse aumento de adolescentes insones está relacionada à quantidade de horas passadas em frente a uma tela ou um monitor, o que inclui tanto assistir TV quanto a utilização do computador e do videogame”, alerta Carla. Para o estudante Pedro Martins, 15, a ansiedade com o vestibular e provas da escola também contribuem muito para uma noite de sono incompleta. “É muita pressão e você sente que precisa estar o tempo todo estudando para quando chegar o grande dia”, desabafa Pedro.

Para os adolescentes, os malefícios de uma noite de sono mal dormida são muito variados. As complicações podem ser ganho de peso, aumento da taxa de açúcar no sangue, hipertensão e até desordens de natureza sexual, já que a privação impede a concentração do hormônio testosterona. Segundo o psicólogo Jules Hubner, a principal complicação possível para uma pessoa insone são os problemas neurológicos que podem surgir com o tempo. “Durante o sono, a pessoa acumula a serotonina e a noradrenalina, importantes substâncias que auxiliam na memória e que, se faltarem, pode causar transtornos de humor e ansiedade, aumentando as chances de depressão”, explica Hubner. O estudante universitário Carlos Júnior, 22, afirma ter ficado com o distúrbio durante a época da realização do seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). “Eu ficava muito estressado e tinha várias coisas para fazer, como não regulava muito bem o meu tempo, acabava fazendo tudo de madrugada e trocava o dia pela noite”, relata Carlos.

Para prevenir esse tipo de distúrbio, a doutora Carla Spínola sugere uma rotina mais tranquila e manter-se sempre com o tempo organizado. “Ler algo relaxante, ouvir músicas suaves, tomar refeições leves junto com um ambiente silencioso, confortável e com temperatura agradável melhoram a qualidade do sono”, recomenda ela, complementando: “Treinar o cérebro a associar a cama com o sono, deitando-se apenas quando realmente pretender dormir, podem ser um fator determinante para uma boa noite de sono”.

Os métodos de tratamento da insônia muitas vezes se confundem com os de prevenção. Nos últimos anos, a acupuntura tem sido uma forma alternativa de tratar essa dissonia. Segundo Juliana Fiúza, professora da Escola Brasileira de Acupuntura (Abaco), o tratamento com acupuntura, no caso da insônia, começa após a avaliação energética. “Nós tratamos o ser humano como um todo, harmonizando o conjunto psico-físico-ambiental. Isso ocorre porque mudamos a frequência cerebral, acalmando o ‘Shem’, ou seja, a energia mental que se manifesta por meio do nosso coração”. A recém-graduada em Arquitetura e Urbanismo, Giuliana Marques, 21, afirma que se curou da insônia com ajuda da técnica chinesa da acupuntura. “Foram quatro ou cinco sessões que duraram cerca de 30 dias. O tratamento contribuiu para que eu começasse a me enxergar, bem como o ambiente em que eu vivo e me relaciono, eliminando toda e qualquer fonte de estresse”, detalha Giuliana.

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