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Inocente Vaidade: o crescimento do mercado de beleza infantil

- 9 de março de 2016
A vaidade infantil, quando saudável, pode ser uma aliada da autoestima e do desenvolvimento das crianças

Analú Ribeiro | Foto destaque: Matheus Buranelli

Princesas, castelos e beleza. Nos contos infantis, o belo é uma das referências para a vida em sociedade. E assim, a ficção invadiu o mundo atual. Como os adultos, as crianças estão cada vez mais preocupadas com a estética. E sendo a vaidade um dos pecados capitais, os pequeninos também terão de ser perdoados!

Segundo dados da Associação Brasileira de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, o segmento de produtos infantis teve, nos últimos cinco anos, um crescimento médio de 14%, chegando a um faturamento de R$ 4,5 bilhões em 2014. O Brasil também é líder em consumo de produtos para cabelo infantil, representando 24% do consumo mundial. A partir desses números, observa-se como esse nicho de mercado está bastante estruturado. E não para por aí. Em Salvador, salões de beleza têm se especializado nesse ramo e diversos estabelecimentos estão se estruturando para atender o público infantil.

No mercado há seis anos, o Salão O Pop já nasceu diferenciado. Intitulado de “O Salão da Diversão”, o universo lúdico é explorado no estabelecimento comercial. “Não queremos despertar a vaidade nas crianças, mas sim o lúdico. Até no uso das maquiagens tem-se um cuidado para não transformar a criança em um adulto-infantil”, explica a arquiteta e uma das proprietárias do salão, Carla Tourinho. Segundo ela, para implantar o estabelecimento em Salvador, foi preciso realizar pesquisas de mercado em outros estados, onde foi possível perceber salões que não eram específicos para as crianças, mas sim que entre os atendimentos dos adultos atendiam também os pequenos. “Os salões existiam, mas não muito completos”, avalia. Com uma decoração bastante colorida e brinquedos ao redor, o intuito do salão é deixar o cliente bastante à vontade. “Queremos que a criança entre aqui e encontre seu ambiente”, afirma Carla. E para atender esse público da melhor maneira, a mão de obra tem que ser escolhida “a dedo”, pois poucos profissionais estão capacitados para o atendimento infantil. “Não dá para pegar um cabeleireiro de adulto e colocar para as crianças. Por isso estamos sempre formando profissionais”, pontua Carla.

A medida da vaidade

O culto à beleza e ao bem-estar é frequente na sociedade. Mas até que ponto estimular essa prática tão cedo pode ser considerado saudável? A psicopedagoga e coordenadora da Escola Silva e Brito, Maria José Silva Bonfim, acredita que o interesse pela beleza pode vir a ter diferentes resultados. “Quando na medida certa, essa vaidade será saudável, pois ajuda a estabelecer a autoestima e será um estímulo para o aprimoramento de talentos e qualidades. Por outro lado, quando esse cuidado com a beleza é além da conta, desempenha o efeito oposto. Crianças muito preocupadas com a própria imagem sentem que nunca são bastante bonitas nas suas atividades, o que se torna preocupante”, avalia.

Uma das alternativas para desmistificar os padrões impostos pela sociedade é conscientizar as crianças em relação à sua beleza. “Na nossa escola procuramos incentivar a beleza natural da criança, fazendo com que ela se aceite como é: sem chapinhas e maquiagens exageradas. Projetos de identidade cultural também são usados para reforçar essa consciência nos alunos”, pontua Maria José.

Montando um salão infantil

Além da preocupação com as questões pedagógicas, quem quer montar um salão infantil tem que se preparar. É preciso fazer um planejamento de como montar esse tipo de negócio, desde a escolha do seu público, local e estrutura do salão. “O primeiro desafio para quem quer montar um salão infantil é definir o posicionamento”, destaca o gerente da unidade de acesso a mercado do Sebrae Bahia, José Nilo Meira. Depois dessa escolha, o empreendedor tem que moldar suas estratégias a partir do seu público alvo.

“Todo segmento voltado para o público infantil tem uma boa perspectiva. As pessoas se dedicam a gastar mais pelos filhos”, afirma Meira. Segundo ele, apesar da crise, o segmento de beleza tem tido um saldo positivo. “Beleza e estética é um segmento que vem crescendo nos últimos anos. Com a crise ele cresceu menos, diferente de outros segmentos que houve um declínio”, pontua.

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