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Existe coleta seletiva em Salvador?

Beatriz Bulhões e Marcela Carvalho - 23 de dezembro de 2017

Implementado pela Prefeitura, poucos equipamentos de coleta foram colocados na cidade – e os que existem são mal aproveitados

Fralda, seringa, pano, material hospitalar, fezes. Apesar dos Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) terem sido pensados para coletar material reciclável, catadores de cooperativas parceiras da Prefeitura de Salvador relatam que pelo menos 30% do conteúdo dos contêineres é formado de lixo comum, que não pode ser reutilizado.

Maria do Carmo é uma das colaboradoras da cooperativa Canore, localizada no bairro Santa Cruz, formada por 16 membros da comunidade. Semanalmente, os caminhões de coleta chegam ao local para entregar os resíduos do PEV, mas o conteúdo não é como ela espera: “A gente perde quase o dia todo lá limpando o lixo do outros”, lamenta.

De acordo com a Secretária da Cidade Sustentável (Secis), responsável pela iniciativa, os PEVs são estruturas para o recebimento de materiais recicláveis, ou seja, metal, plástico, papel e vidro. O ponto foi pensado de uma forma que os itens não precisem ser separados em recipientes específicos, para facilitar que a população se engaje na coleta seletiva.

Atualmente, existem 150 estruturas para os mais de 2,5 milhões de habitantes de Salvador. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados em 2010, estimava-se uma geração anual superior a 2 milhões de toneladas de resíduos sólido sem Salvador, cerca de 253,31 quilos por habitante. A capital baiana foi considerada a maior geradora de resíduos da região Nordeste. Os PEVs foram implantados em 2015.

As estruturas têm capacidade de até 2,5m³ cada e estão distribuídos por 58 bairros, dentre as cerca de 160 subdivisões da capital baiana. No entanto, alguns equipamentos estão em reforma durante o meses de novembro e dezembro.

Vídeo produzido pela Prefeitura de Salvador para explicar o uso dos PEVs.

Em dois anos de atuação do programa, completados em agosto de 2017, a secretaria diz que cerca de 300 toneladas de materiais recicláveis foram enviados para as cooperativas de reciclagem cadastradas pelo município. Os resíduos são enviados para oito cooperativas, responsáveis por fazer a triagem, prensagem e posterior venda dos materiais. Segundo a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB), realizada em 2008 e divulgada em 2010 pelo IBGE, apenas 18% dos municípios brasileiros operam algum programa de coleta seletiva.

A catadora Maria do Carmo conta que, após separar o lixo comum e o material reciclável que não consegue vender, a cooperativa aproveita apenas cerca de 50% do PEV. Muita gente ainda não conhece a função dos contêineres azuis e acaba confundindo com uma lixeira convencional, apesar de o ponto ser plotado com adesivos que explicam seu funcionamento.  

O professor aposentado de Engenharia Ambiental da UFBA (Universidade Federal da Bahia) e membro fundador do Gambá (Grupo Ambientalista da Bahia), Luiz Roberto Moraes, acredita que a falta de conhecimento é resultado do pouco investimento em educação ambiental. “Esta alternativa para implementar o projeto de coleta é falha da maneira que está sendo feita, precisa ser reformulada. […] Um apelo ao cidadão, como gerador de resíduos, é extremamente importante que seja feito, além de cobrança ao poder público do que cabe ao poder público”, comenta.

A Secis informou que o programa está em consonância com os princípios da Política Nacional de Resíduos Sólidos, lei nº 12.305/2010, além do PDDU (Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano). O professor foi um dos idealizadores de um abaixo assinado pedindo inclusão de leis sobre coleta seletiva no PDDU, que foram aprovadas integralmente em uma das votações mais emblemáticas da câmara de Salvador.

Cada ponto deveria ser lido e debatido pelos presentes, mas começou uma confusão generalizada no momento da votação.

A secretaria informou também que disponibilizou a Revistinha da Turma da Coleta Seletiva, uma cartilha em formato de gibi, aos alunos das escolas municipais.  No período de implementação das estruturas, foram veiculados vídeos institucionais nas redes sociais da Prefeitura, explicando o funcionamento, além de matérias veiculadas nos meios de comunicação da capital.

“Eu conheço uns PEVs aqui na região, mas normalmente as pessoas preferem um GRS [Gerenciamento de Resíduos Sólidos] no prédio porque tem um programa da Coelba, o vale luz, que dá descontos na conta de luz proporcionalmente à quantidade de lixo reciclável recolhida”, explica Vinicius Santos, diretor de Marketing da Prisma, Empresa Júnior de Engenharia Química da UFBA. Desde 2015, a organização ajuda prédios e condomínios a implementar a coleta seletiva.

“Quando tinha próximo de minha casa eu usava duas vezes por semana, agora apenas separo o lixo, mas coloco no coletor normal”, diz Ada Miranda, moradora do bairro de Cajazeiras

O estudante explica ainda que são aplicados questionários com os moradores, para saber do descarte de cada tipo de material, além de capacitações para ensinar a importância dessa atividade. “A gente usa esses dados para dimensionar a quantidade de recipientes que serão necessário para armazenar o lixo no local. Então, a gente elabora um plano de gerenciamento desses resíduos, para saber quantas coletas serão na semana, por exemplo. Uma vez que sabemos como vai ser a logística da coleta, fazemos o contato desse local com uma cooperativa do município para que ela recolha o lixo”, explica. Este ano, 6 prédios foram ajudados pela empresa.

Maria Paula Marques, de 21 anos, estudante da UFBA, também faz coleta seletiva em casa. “Começamos por iniciativa de minha mãe. Separamos vidro, latas de alumínio e papelão para os catadores, que recolhem na minha casa”, conta ela, que não conhecia os pontos de entrega.

Depois de descobrir a função dos contêineres, disse que até lembra de ter visto na rua, mas não pretende usá-los: “Eu já conheço os catadores de lá e sei que estou ajudando famílias. Além disso, eles passam na minha casa, é mais cômodo do que sair procurando”, revela a estudante.

Procura-se um PEV

O bairro em que Maria Paula mora, Itapuã, tem 7 pontos de entrega voluntária, de acordo com o Mapa do Programa Coleta Seletiva em Salvador. Realidade diferente da vivida por Ada Miranda, 39 anos, bióloga e policial militar: “Quando tinha próximo de minha casa eu usava duas vezes por semana, agora apenas separo o lixo, mas coloco no coletor normal”.

No site, é possível ver uma concentração maior de PEVS no centro e na orla de Salvador.

A PM é moradora da localidade de Cajazeiras, que engloba os bairros de Cajazeiras 2 a 11, além de Fazenda Grande 1 a 4, Águas Claras e Boca da Mata. Ainda de acordo com o mapa do site, só há um PEV em todos esses bairros, localizado na Via Coletora B. O equipamento utilizado por Ada ficava na Estrada do Coqueiro Grande, mas foi queimado por vândalos há cerca de um ano.

Próximo ao complexo de bairros, há apenas mais dois pontos no bairro Jardim Nova Esperança e três em Mussurunga. Não há informações sobre a data da última atualização do site.

O professor Moraes questiona “Se formos para os diferentes tipos de coletores, você vai encontrar poucos de eletrônicos. Em pilhas e baterias, você só encontra um, na Graça. […] Cadê a informação do quanto no ano passado, ou esse ano, foi coletado?”


Confira a entrevista com o Professor Luiz Moraes, Professor Doutor do Departamento de Engenharia Ambiental da UFBA

A localização dos contêineres também é um problema para a estudante Suli Loureiro, de 22 anos. “A gente levava no PEV que tinha aqui perto, mas retiraram ele do lugar esse ano. Então, a gente passou a levar no que tem próximo a um shopping ou em um perto do trabalho da minha mãe, mas eles são pequenos, muitas vezes não cabe mais lixo neles. Já fomos algumas vezes numa cooperativa que tem na Sete Portas, mas era um sufoco pra alguém aparecer pra abrir o portão e deixamos de ir lá. Seguimos fazendo porque é costume”, conta ela.

A secretaria informou que o local dos pontos é baseado no número de solicitações. Quem tiver interesse pode ligar no 156, número da ouvidoria da Prefeitura de Salvador, e informar o bairro em que deseja a instalação. Todavia, não há a pretensão de colocar novos equipamentos na cidade nos próximos meses.

Após verificado o número de solicitações por bairro, é observado o trajeto dos caminhões para recolher esses resíduos. Atualmente, existem onze trajetos de coleta. Outro ponto a ser examinado é se o contêiner ficará em um espaço amplo, visto que será levantado para recolher o material, e a largura da via, para que o carro da coleta possa parar sem atrapalhar o trânsito do local.

A Secis confirmou que a maioria dos equipamentos estão nos bairros do centro da cidade, além de Pituba, Itapuã, Campo Grande e orla, mas credita isso à demanda. “As solicitações costumam vir mais de escolas, comerciantes e associações de moradores de bairros nobres do que de locais mais periféricos. Apesar disso, a secretária tem colocado PEVs em bairros mais afastados, mas alguns foram retirados por falta de uso ou até por vandalismo. Mais de 50 equipamentos foram destruídos e tiveram que ser encaminhados para manutenção nos meses de novembro e janeiro”, informa nota enviada pelo órgão.

Vandalismo

Durante a Parada do Orgulho LGBT em Salvador, realizada em setembro, um evento chamou a atenção do fotógrafo Dudu Assunção: incendiaram um ponto de entrega do Campo Grande. Ele conta que, enquanto os bombeiros não chegaram, teve a ideia de aproveitar o cenário para tirar fotos.

O equipamento localizado no campo grande foi incendiado durante a Parada do Orgulho LBT. (Foto: Dudu Assunção/ Labfoto).

O fogo também foi o responsável pelo desaparecimento do outro PEV de Cajazeiras, próximo à casa de Ada, há um ano atrás. “Ele não foi retirado, os vândalos queimaram e não foi reposto. Isso já tem mais de um ano”, relata.

A Secis informou que, quando um equipamento é danificado, ainda mais se não houver possibilidade de reforma, o local e suas imediações não recebem outro PEV, para evitar que sejam danificados novamente. De acordo com a Prefeitura, além dos 50 equipamentos que estão em reforma atualmente, outros 50 tinham passaram por manutenção em julho deste ano, quando onze unidades haviam sido queimadas e outros equipamentos tiveram a placa informativa destruída.

Quando um equipamento é queimado, dificilmente outro será recolocado no local. (Foto: Reprodução/Facebook Secis Salvador)

O professor Moraes questiona: “A previsão do dinheiro foi todo gasto na compra dos PEVs. Por quê não foi colocada uma parte para contratar uma equipe de educadores, para poder trabalhar no processo educativo com a comunidade?”. O investimento inicial indicado pela Prefeitura com os equipamentos foi de R$ 2 milhões.

Maria do Carmo acredita que não são apenas vândalos que destroem os contêineres, mas também outros catadores, visto que alguns materiais de valor são retirados do ponto de entrega antes de chegar na cooperativa. No Ecoponto, maior ponto de entrega, localizado no Itaigara, a mulher conta que usuários de drogas chegam a entrar no equipamento para retirar as coisas de valor. “Só deixam papelão, papel e algumas garrafas pets. Latinhas, cobre, alumínio, televisão, computador, geladeira, tudo isso colocam no ponto, mas não chega pra gente”, desabafa.

A solução pensada por ela é simples, ainda que pouco viável: “Tem que botar um segurança ali, pra não ficar todo mundo entrando e fazendo bagunça”.

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