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Deuses impõem regras para a alimentação de quem os segue

- 14 de setembro de 2016

Religiões têm lista de alimentos que se devem consumir como também daqueles que são proibidos

Camila Fiuza, Thyza Ferreira e Victoria Goulart. Foto destaque: Victoria Goulart

Comer não se restringe à absorção de nutrientes necessários para o bom funcionamento do organismo. Mais do que isso, os alimentos podem conter os mais diversos significados e até ser proibidos por questões de fé. Em religiões como a Hare krishna e o  Judaísmo, os alimentos estão intimamente relacionados à prática religiosa.

Segundo o presidente da ISKCON Bahia, Aniruddha Dasa, a cultura védica parte de quatro princípios básicos: a pureza, a austeridade, a veracidade e a misericórdia. São justamente estes os motivos pelos quais os membros da ISKCON não comem carne nem ovos, uma vez que integram o grupo de alimentos que geram violência ao animal. De acordo com Nilda Natagi, devota de Krishna há 40 anos, o consumo de leite é permitido devido ao credo de que Hare Krishna viveu como vaqueiro no seu período de encarnação humana.

Cerimônia na sede da ISKON Bahia inclui partilha de refeição | Foto: Camila Fiuza

Mesa sagrada

Não é surpreendente que o Hare Krishna,  chamado de “A Religião da Culinária”, seja o movimento que sempre combina filosofia com comida. Na sede da ISKON Bahia, localizada em  Cassange, no limite da capital baiana com o município de Lauro de Freitas, os ritos incluem consumo de alimentos.

Mesmo quem não segue essa filosofia, dificilmente rejeita a comida. É o caso da empreendedora Tainá Albuquerque, que diz não ser adepta ao movimento, mas participa de quase todos os eventos do grupo. Sua mãe, Mandarachala, é vice-presidente. A jovem conta que o que a atrai ao centro, aos domingos, são os quitutes que, vez ou outra, ela mesma prepara.

Durante as celebrações da Sociedade, os alimentos também são utilizados com outro objetivo: o da purificação. É o que acontece durante o Agni-hotra, cerimônia do fogo, na qual o presidente do grupo entoa cânticos enquanto os demais seguidores de Krishna arremessam seus grãos nas chamas  para se  livrarem de seus pecados.

Se ficou com vontade de experimentar algum dos quitutes, confira receitas dessa cultura nos podcasts abaixo:

 Samosa | Chapaty | Papadam

Orientações milenares

“Nós somos o que comemos” foi a frase dita por Luciano Ariel, membro da SIB (Sociedade Israelita da Bahia), quando questionado sobre os motivos de determinadas restrições alimentares do Judaísmo. Ariel segue a alimentação Kosher, termo hebraico que significa “próprio” ou “correto” e se refere aos alimentos permitidos de acordo com as leis alimentares judaicas (Kashrut), baseadas nas orientações contidas na Torá ao povo de Israel.

A Kashrut é um conjunto de leis bastante extenso, que possui regras básicas como: o abatimento dos animais permitidos – aqueles com patas fendidas como boi, cabra e ovelha – com a faca Chalaf, que faz um corte certeiro na carótida matando o animal na mesma hora, livrando-o de qualquer sofrimento; a drenagem de todo o sangue contido na carne; a proibição de ingeri-la juntamente com o leite para que não se misture a vida com a morte; e a não ingestão de moluscos e frutos do mar.

Entender o porquê dessas restrições alimentares é uma tarefa difícil. “Para saber isso você terá que falar com Moisés lá no tempo do deserto”, brinca Jacqueline Moreno, também membro da SIB e estudiosa da civilização judaica.

Segundo ela, a Torá é um livro aberto, com várias possibilidades de interpretação. Mas de acordo com seu ponto de vista, essas leis foram construídas baseadas nas condições em que viviam os judeus, por volta de 1250 a.C., nos 40 anos que atravessaram o deserto a caminho da terra prometida. “Imagine que não havia formas de armazenar o alimento e o sangue dos animais poderia ser tóxico, causar infecções”, completa.

Selo permite identificar alimentos produzidos no sistema kosher| Reprodução

Obediência

Em relação aos seres aquáticos, Ariel  afirma que  estudos posteriores ao período bíblico identificaram alguns traços em comum entre eles. “Os crustáceos e demais frutos do mar tendem a exercer uma atividade de limpeza das águas absorvendo muita matéria apodrecida. Ao ingerirmos esses animais, nos colocamos em situação de risco quando estes não são bem higienizados”.

Apesar das interpretações, ele diz que não são necessariamente essas as razões pelas quais os judeus observantes seguem uma dieta kosher. “O fazemos por ser parte das orientações dadas pelo Altíssimo ao povo de Israel”, acrescenta.

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