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“Criamos uma atitude política de incitação contra o regime militar”, diz ex-aluno da UFBA perseguido durante a ditadura

Cássia Carolina - 29 de novembro de 2017

Ex-discentes da UFBA contam suas experiências como militantes de movimentos estudantis contra a Ditadura Militar

Entre os anos de 1964 a 1985, o Brasil atravessou um dos períodos mais duros de sua história: a Ditadura Militar. Durante esta época, a Universidade Federal da Bahia (UFBA) foi palco de diversas manifestações e agitações políticas, organizadas por estudantes que participavam da militância. Pery Falcon e Carlos Alberto Camacho, que estudavam na Escola Politécnica, foram alguns deles. Por fazerem parte das agitações contra o regime, eles foram perseguidos por militares, presos e tiveram suas matrículas indeferidas na UFBA; o que resultou em mais tempo para concluírem suas graduações. Hoje, eles estão tendo suas histórias resgatadas através do Memorial Arlindo Coelho Fragoso, localizado na Politécnica – um projeto que reúne alunos e professores das graduações de arquivologia, engenharia sanitária e ambiental, da engenharia de controle a automação de processos, além de técnicos e assistentes administrativos. Os ex-discentes contaram em entrevista ao ID 126 suas experiências dentro daquele cenário político, como manifestantes e líderes de organizações contra a Ditadura.

Carlos Alberto Camacho nasceu em 1941 e prestou vestibular para Engenharia Civil na Escola Politécnica da UFBA aos 24 anos. Ele concluiu o curso somente em 1973. Em 1969, teve sua matrícula na universidade indeferida, pois foi enquadrado como participante de atividades consideradas prejudiciais ao país. (Foto: Cássia Carolina)

 Impressão Digital 126: O memorial resgatou um documento em que você e outros ex-discentes eram acusados de causar um clima de “intranquilidade” entre os habitantes. Ao que eles se referiam?

Carlos Alberto Camacho: Naquela época, nós éramos líderes estudantis, fazíamos parte do Diretório Acadêmico e tínhamos um apoio muito grande de toda a comunidade de alunos da Politécnica. O movimento estudantil se inseria nos movimentos da cidade, de outras faculdades e regiões do Brasil. E isso causava um desconforto para o regime militar. Por este motivo, nós fomos acusados de incitar esses movimentos na Escola.

ID126: Qual era a reivindicação de vocês?

Camacho: As reivindicações eram de instalações, melhores condições de trabalho para os professores e também no conjunto das coisas. Criamos uma atitude política de incitação contra o regime militar, pois não era uma coisa justa.

ID 126: Você e outros ex-discentes tiveram a matrícula indeferida na Escola Politécnica sob a acusação de “prática de crime contra a segurança nacional”. O que tem a dizer sobre isso?

Camacho: É possível que o regime tenha se sentido ameaçado por que o movimento estudantil poderia crescer. Nossas reivindicações eram feitas em passeatas, em reuniões, assembleias, então, essa acusação não tinha sentido.

ID 126: Vocês eram perseguidos naquela época?

Camacho: Éramos. Eu mesmo fui preso várias vezes. Fiquei preso mais de 30 dias no quartel do 19° BC (Batalhão de Caçadores), na base aérea também. E por que nós éramos perseguidos? Porque éramos líderes estudantis, pois não tinha nenhuma acusação formal de que estaríamos participando de algo específico.

“Acho que 20 anos de Ditadura mutilou aquela tendência natural do estudante de lutar e procurar por coisas novas”, diz Carlos Alberto Camacho

 

ID 126: E essas detenções eram feitas de forma violenta?

 Camacho: No meu caso, por exemplo, não. Porque eu era caracterizado como uma pessoa ligada ao movimento estudantil. Quando descobriam que essas pessoas também participavam de organizações de esquerda, aí sim, a atitude deles era violenta. Tive muitos colegas que foram torturados nessas circunstâncias. Eu nunca fui torturado fisicamente. Mas, eu participava sim de uma organização de esquerda, a POLOP (Política Operária). E nós tínhamos nosso movimento, vamos dizer assim, clandestino, de contestação política mesmo.

ID 126: Essas pessoas que você conhece que foram torturadas eram alunos da UFBA?

Camacho: Sim. E não apenas da Politécnica, mas de outras faculdades também. Eram líderes estudantis e, naquela época, esses líderes se mobilizavam pelo Brasil todo, porque existia mesmo uma tendência política de contestação do regime.

ID 126: O Movimento Estudantil foi um dos que mais sofreu durante o período da ditadura. Você acompanhou esse período? Como foi, para você, na condição de estudante?

Camacho: Quando vemos hoje uma certa apatia política de todo o movimento estudantil, vemos aquela época como um período de grande riqueza cultural e política. Era um risco muito grande participar daqueles movimentos todos, pois existia a violência e a perseguição. No entanto, também existia uma grande participação de muitos estudantes. Nas organizações de esquerda, havia algo que hoje em dia não tem ou tem pouco que é a atitude política como moral e ética. As pessoas que participavam dessas organizações tinham a perspectiva de um mundo melhor.  Eu vejo que, com todas as dificuldades que a gente enfrentava naquela época, como ir para passeatas com polícia nas ruas e levar porrada, havia uma vontade de participar dos movimentos; havia uma satisfação pessoal e íntima, que era lutar por coisas importantes e uma sociedade mais justa.

“Vivemos uma carência intelectual e educacional”, reflete Camacho

ID 126: Com esses recentes acontecimentos no Brasil, com uma volta do pensamento conservador, o senhor acha que os estudantes atualmente são mais passivos?

Camacho: Eu acho que 20 anos de Ditadura mutilou aquela tendência natural do estudante de lutar e procurar por coisas novas. Nós, hoje em dia, vivemos um reflexo ainda daquela ordem cultural nefasta que foi criada durante aquele período e depois daquele tempo há certo receio de uma participação mais ostensiva. Os estudantes, hoje em dia, estão um pouco afastados da vida política de forma mais consistente. Acho que isso é um movimento cultural do próprio sistema capitalista, que no mundo todo começou a ter uma ascensão. Não se dá mais importância às ciências humanas e se direciona os estudantes ao conhecimento que o encaminha especificamente para a produção das empresas e dos bens de consumo. Eles são guiados para esse pensamento e se distanciam do desenvolvimento do pensamento político. Vivemos uma carência intelectual e educacional.

ID 126: Você participou da Greve Geral dos Estudantes, em 1968? Como foi viver esse momento histórico?

Camacho: 1968 foi um ano muito tumultuado do ponto de vista da situação social. Mas, esse tumulto foi relativo, porque os estudantes se reuniam, discutiam e participavam de grupos de estudos marxistas, musicais, de literatura e sociologia, então, era um movimento cultural muito importante e a partir dos estudos dessas teses políticas, havia participação. Naquele ano, houve a ocupação de faculdades e ficávamos esperando a qualquer momento o exército chegar e tomar conta. É uma pena que tenha acontecido tudo isso e hoje em dia ninguém parece mais se lembrar.

ID 126: Você foi enquadrado como participante de atividades consideradas prejudiciais ao país. Por quais motivos?

Camacho: Os motivos eram que, na Faculdade Politécnica, por exemplo, existiam os líderes que mobilizavam a massa. E quem eram aquelas pessoas? Aquelas que se levantavam nas assembleias, que faziam propostas, que sabiam liderar, e essas se destacavam mais. A capacidade de mobilizar pessoas era um risco para o regime, então, deve ser por isso que havia essas acusações; por comprometer a estabilidade da ditadura. Mas, eles estavam certos: quando estudantes, artistas e classe operária começam a se mobilizar, é um risco para qualquer regime.

ID 126: Atravessar todo esse período comprometeu sua graduação, certo? Quanto tempo levou para se formar?

Camacho: Sim. Ano de 68, por exemplo, não estudei nada. Só me dedicava à política o tempo todo. Em 69, eu fui caçado e não pude estudar. Quando fui me matricular, me disseram que eu não podia porque o Comando Geral havia proibido. Em 1970, eu voltei a estudar, consegui me matricular, refiz várias matérias e me formei em 1973.


“Passei seis meses sob tortura. Muita gente foi torturada”, diz Pery Falcon

Pery Falcon nasceu em Salvador, Bahia, em março de 1945. Ingressou no curso de Engenharia Química em 1963, demorando 12 anos para se formar. Esteve preso de julho de 1969 até abril de 1973, e enfrentou diversos problemas para retornar à faculdade. É relatado no seu pedido de matrícula que foi detido em Belo Horizonte (MG) e transferido para a Penitenciária Lemos de Brito, em Salvador, por efeito da lei de segurança nacional. (Foto: Cássia Carolina)

ID 126: Por que você era considerado pelo regime como alguém que causava um clima de “intranquilidade”?

Pery Falcon: Eu ingressei na universidade em 1963 e já tinha de uma militância no movimento secundarista. Então, ao iniciar minha graduação naquela época, ainda se vivia um clima de certa “ilegalidade”. A Faculdade de Engenharia era extremamente politizada. Tinha-se uma política bastante ampla. A minha formação política começou muito cedo, a partir dos 13 anos, e eu já tinha uma visão crítica sobre a prática da esquerda. Nós tínhamos o hábito de nos reunir após as aulas, onde todos os militantes estudantis iam e debatiam as atividades. Um processo muito legal e aberto. Fomos nos formando nisso aí. Quando houve o golpe, em 64, ficamos um tempo sem ir à Escola Politécnica, mas quando retornamos, iniciamos a luta pelo diretório. Eu participei, inclusive, da primeira gestão do diretório pós-golpe, e aí já estava me organizando e militando na POLOP.

ID 126: Quais eram as atividades das quais você e outros militantes participavam durante esse período dentro da universidade?

Falcon: Nós tínhamos atividades muito intensas, não só dentro da Escola, como na universidade como um todo. A gente passava muito tempo no ambiente acadêmico, almoçávamos lá e ficávamos nas residências universitárias, que é onde se davam também os debates políticos da UFBA. Nós mantínhamos no Diretório Acadêmico da Escola uma parte de cultura e imprensa e fazíamos um boletim com 5 mil exemplares para distribuir nos bairros periféricos. Não era um boletim estudantil, era algo mais político de agitação. Dentro da Escola, haviam nossos movimentos de esquerda, que eram muito organizados, mesmo na época da ditadura.

ID 126: Existe um documento onde você e outros ex-discentes eram acusados de fazer essas organizações…

Falcon: O documento deve se referir a alguma informação do sistema. Na repressão, eles localizavam quem eram as pessoas atuantes. Não conheço o documento, mas deve se referir a isso [risos]. Eu era do Diretório, depois fui pra UEB [União dos Estudantes da Bahia].

Pery Falcon ainda atua em movimentos populares (Foto: Cássia Carolina)

ID 126: Você também teve sua matrícula indeferida, acusado de estar envolvido em práticas de “crimes contra a segurança nacional”. Como foi esse período para você?

Falcon: Quando fui eleito para a UNE, faltavam seis meses para eu me formar. Mas, eu não podia estar na organização e estudando, então usei a tática de trancar a matrícula. Quando terminou meu mandato na UNE, eu fui preso em Minas Gerais, por que nessa época eu já fazia parte da organização nacional, e estava militando lá. Fui solto, mas logo em seguida, fui preso novamente em Recife. Fiquei detido durante três anos e meio, e passei todo esse tempo afastado da universidade. Quando retornei, eles já haviam cancelado a minha matrícula. Foi uma briga dura, perdi quase seis meses lutando. Minha mãe teve um papel muito importante nessa batalha e nós então conseguimos que eu me matriculasse. A piada é que me fizeram cursar um ano e meio ao invés dos seis meses que faltavam. De certa forma, eles tinham razão, por que passei quase quatro anos fora da faculdade e aí repeti algumas matérias.

ID 126: Com o seu retorno para a universidade, você abandonou a militância?

Falcon: Tínhamos que ter cuidado, por que militantes antigos, ao retornarem para a vida “legal”, passaram a serem monitorados. Ou nós voltávamos como clandestinos, ou tínhamos que nos afastar da militância. Então, por exemplo, eu não ia mais para o Diretório Acadêmico, nem contatava pessoas que tinham atividades políticas, pois eu sabia que estava monitorado. Se eu fizesse algo assim, sabia que levaria a polícia até mim. Foram mais ou menos dois ou três anos de isolamento.

“Nessa época, começamos a “pegar” em armas, apesar de sabermos que não tínhamos condições de enfrentar os militares, a gente tinha que resistir”, lembra Falcon

ID 126: O senhor esteve em muitas organizações. Chegou a fazer parte da luta armada?

Falcon: Na minha organização, nós tínhamos a luta armada, mas não participávamos da guerrilha; nem urbana e nem rural. A gente via que não tinha sentido, era uma luta suicida. Não havia condições de enfrentar os militares, principalmente por que éramos estudantes. Acredito que revoluções não se fazem com estudantes, se faz com a classe trabalhadora. Nosso trabalho deveria ser o de organização dessa classe. As ações da nossa organização eram todas voltadas para dentro das fábricas, não fizemos nenhuma ação armada – apesar de termos tido treinamento.

ID 126: Chegou a ser torturado?

Falcon: Passei seis meses sob tortura. Muita gente foi torturada. Comigo, aconteceu em Belo Horizonte, quando fui preso pela primeira vez. Fiquei detido no Colégio Militar, e os responsáveis pelo meu inquérito levavam os alunos da escola para assistirem à tortura e aprenderam a fazer o mesmo. Era uma visão totalmente fascista.

ID 126: O movimento estudantil sofreu muito durante o período da ditadura. Como foi para você acompanhar toda essa trajetória, na condição de estudante?

Falcon: É a vida que a gente tinha. E quanto mais a gente se mobilizava, mais dura era a repressão. Tanto que em 1969 houve o AI-5. O que isso significou? Que com o crescimento da força dos movimentos de esquerda, a repressão precisava ser maior. Foi quando partiram pra tortura e acuaram os estudantes. Nessa época, começamos a “pegar” em armas, apesar de sabermos que não tínhamos condições de enfrentar os militares, a gente tinha que resistir. Os militantes do movimento estudantil precisaram entrar para a clandestinidade. Era uma luta de resistência e foi através dela que mais tarde houve mais levantes populares.

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