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Campos e quadras realçam paixão dos soteropolitanos por futebol

- 11 de dezembro de 2014

Mario Pinho e Douglas Neves

Salvador é uma cidade bem servida de espaços públicos voltados ao esporte. Pelo menos quando se trata do mais popular no país. Campos e quadras aptos à pratica do futebol são encontrados aos montes em bairros, praias, condomínios e clubes. No entanto, eles ainda não suprem a fome de bola dos soteropolitanos. Por isso, é comum ver a bola rolando nas areias das praias, no asfalto das ruas e em outros lugares.

Um espaço muito popular em toda a cidade fica no bairro de Cajazeiras X. O campo da Pronaica se tornou ponto de referência no bairro devida a sua importância. Além do tradicional “baba”, abriga competições de médio porte como a Copa TIM de Futebol, iniciativa do governo estadual em parceria com a empresa de telefonia que atrai cerca de 500 pessoas por jogo ao local, segundo a Polícia Militar.

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Dirceu dos Santos, membro da União das Associações dos Moradores de Cajazeiras X, participa da organização de eventos no local e aprova essas iniciativas. “O auxílio de uma empresa e de alguma instância do município ou do estado é fundamental. O evento tende a ser mais organizado e o público comparece em maior número”, destaca.

Já Lucas Santos, produtor cultural, trabalha com eventos esportivos em Salvador e não questiona a disponibilidade de espaços na cidade. Para ele, as dificuldades estão na burocracia e na quantidade de taxas impostas pela gestão municipal. “A prefeitura precisa apoiar mais. Viabilizar o acesso aos alvarás e promover a vivência urbana dos seus moradores. Pagamos muitas taxas para realizar eventos nas ruas, praças e espaços diversos. Assim enfraquece”, explica.

Futebol não é unanimidade – Apesar de ser o preferido entre os brasileiros, o esporte da bola nos pés abre seus espaços para esportes com a bola nas mãos. Leandro Santiago joga basquete com grupos diferentes pela cidade e revela uma verdadeira disputa por espaço. “Temos que chegar cedo pra garantir nosso espaço. Quadras existem, o problema é elas estarem vazias. Isso quando não quebram as cestas para evitar o nosso baba”, explica.

Outro reinado é o dos tenistas da Boca do Rio. Iniciante, Iasmim Costa conta que as cinco quadras específicas da modalidade são a salvação para quem não pode pagar as altíssimas mensalidades dos clubes particulares da cidade. “Treino duas vezes na semana e as quadras estão em ótimo espaço de conservação”, diz. O acesso aos equipamentos são controlados pela prefeitura e a Guarda Municipal faz a segurança.

Segundo o coordenador de atividades do local, o professor de educação física Julio César, a utilização do espaço é feita através de um cadastro prévio e reserva de acordo com a hora de chegada. “Atendemos projetos sociais da prefeitura para o público infanto-juvenil em horários específicos, bem como contamos com a presença de estudantes de educação física de algumas universidades cumprindo estágio supervisionado”, conta.

A praia do Jardim Armação é outro espaço urbano voltado ao esporte com bola. As hastes para as redes de vôlei de praia fixadas na areia garantem a prática. Amanda Moreno utiliza com frequência a quadra e se diz satisfeita. “A praia está sempre vazia e em condições para o jogo. Levamos as redes, a bola e as demarcações da quadra. Eles usam o mesmo espaço quando constroem as arenas para jogos oficiais, por exemplo”, relata. Amanda conta que não se sente insegura no local. “Nenhum dos que jogam comigo moram por perto. Nos deslocamos sempre até lá. Só presenciei uma confusão, e nem foi na praia. Foi no ponto de ônibus quando já estava indo embora”, explica. No espaço, é comum a presença de policiais nas calçadas e em viaturas.

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