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Campanha política: guerra não-verbal dos candidatos

- 18 de novembro de 2014

Estratégia dos marqueteiros, linguagem corporal foi explorada durante as eleições com o objetivo de convencer e persuadir o eleitor

Guilherme Reis

A recente campanha política reavivou o tema da linguagem corporal e da sua importância como ferramenta de marketing e persuasão. Os gestos e sinais descritos por nosso corpo podem trazer consigo os mais variados significados e levarem as pessoas à nossa volta a construírem determinada imagem sobre a nossa personalidade. “Grande parte das informações que passamos não são verbais. Aprender a interpretar a linguagem do corpo hoje é uma ferramenta utilizada no meio empresarial, judiciário, policial e no nosso dia a dia, porque assim entendemos melhor o outro”, explica Paulo Sérgio de Camargo, grafólogo e especialista em linguagem corporal, assunto que já lhe rendeu dois livros.

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Executivos de sucesso, os australianos Allan e Barbara Pease ressaltam, no livro “Desvendando os Segredos da Linguagem Corporal” (Sextante), que quando nos propomos a analisar os sinais externos de alguém, é preciso considerar todo o arcabouço gestual, e não apenas um ou outro gesto isolado. “Um dos enganos mais graves que um novato na linguagem do corpo pode cometer é interpretar um gesto isolado de outros e das circunstâncias. Coçar a cabeça, por exemplo, pode significar muitas coisas: caspa, piolhos, suor, insegurança, esquecimento ou mentira, em função de outros gestos que se façam simultaneamente. Para chegar a conclusões acertadas, deveremos observar os gestos em seu conjunto”.

Tal método foi amplamente empregado ao longo do período eleitoral por diversos cientistas políticos para analisar os candidatos, sobretudo os presidenciáveis. A professora Mariângela Nascimento afirma que o candidato é um produto a ser vendido. “Como vivemos a sociedade do espetáculo, vivemos a tirania do visual. Isso na política é fundamental. Isso tem a ver com a lógica da sociedade de consumo, que passa a se reproduzir no campo da política. Então o candidato entra como se fosse um produto à venda e esse produto precisa ter uma embalagem ao gosto do freguês. Ele tem que saber seduzir”, pondera.

Mariângela explica ainda que a linguagem corporal dos postulantes faz parte de uma estratégia de marketing minuciosamente planejada com o intuito de atingir o subconsciente do eleitor. “Essa lógica é reproduzida em vários lugares do mundo. Vi algumas pessoas criticando a forma como Dilma falava. Depois vi uma análise que dizia que esse jeito pausado de ela falar, ao contrário do Aécio, mais brusco, dá ao eleitor uma sensação de que a pessoa tem mais tranquilidade e o ajuda a raciocinar”, diz.

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Por conta disso, acaba sendo muito fácil aos marqueteiros incorrerem em falhas que podem custar o resultado das eleições. A pesquisadora cita o exemplo de Aécio Neves, que foi tachado de machista após o debate exibido pelo SBT. “A forma de Aécio falar era como se ele tratasse a mulher como alguém inferior e fez ressurgir o caso em que ele bateu na namorada, sua atual mulher. Já o padrão da Dilma é masculino, é fácil perceber olhando as roupas. Ela jamais colocaria um vestido amarelo com flores vermelhas, são sempre aqueles tons pasteis ou então azul, todo azul, ou todo vermelho”, acrescenta.

Para Camargo, as estratégias de linguagem corporal, enquanto ferramenta de marketing, servem para encobrir diversas deficiências dos candidatos. “Os candidatos que sorriem, mantêm o queixo na horizontal, não deixam os ombros caírem, normalmente passam mais confiança”, afirma.

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