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ALIMENTAÇÃO REGRADA E EXERCÍCIO FÍSICO: ATÉ QUANDO É SAUDÁVEL?

- 22 de outubro de 2014

De uma simples ida a academia até a mudança completa do estilo de vida. Busca por uma vida saudável chama a atenção pelo exagero e quantidade de adeptos

Aymée Francine Brito

Aos 24 anos, Nivaldo Filho frequenta a academia duas vezes por dia. Ele, no entanto, não está sozinho. Nós últimos anos, a preocupação das pessoas com o corpo aumentou consideravelmente. Segundo estudo feito pela Unicamp, atualmente, 78% das pessoas se preocupam com o seu corpo de forma grave ou moderada. Esse número cresceu mais de 20% nos últimos 5 anos.

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Fazer exercícios diariamente e se alimentar de forma saudável se tornou mais do que uma prática benéfica, mas um estilo de vida nas grandes cidades brasileiras. Segundo a psicóloga especialista em mudanças alimentares, Manuela Moura, essa grande mudança se motivou a partir dos problemas contínuos que surgiram por conta da dispersão em relação a saúde e ao sedentarismo – que passaram a dominar a população a partir da exigência por conforto e dos avanços tecnológicos.

Nivaldo, era uma dessas pessoas que tinha uma vida sedentária. “Eu me importava com meu corpo, mas não o suficiente para realizar exercícios. Mas sou hiperativo, um dia, descobri que a academia poderia ser uma excelente válvula de escape. Desde então, não passo um dia sem malhar”, confessa. Hoje em dia, três anos depois que começou, o jovem não abre mão de uma dieta alimentar regrada.

Às vezes, a rotina é tão intensa que os relacionamentos surgem em decorrência do novo estilo de vida. Laís Sant’ana conheceu seu namorado após sete meses na academia. “Ele é tão viciado quanto eu. Passou a me ajudar com os treinos e a abrir meus olhos para a questão da alimentação. Hoje, quase dois anos depois, não consigo ficar sem academia e não há o que me faça comer doce ou comida gordurosa”, relata. De acordo com a jovem, a rotina não muda mesmo que eles viajem, por exemplo. Sempre vão encontrar um local onde possam seguir o treino e continuar a dieta específica.

Alimentação de Nivaldo Filho. Foto: Arquivo Pessoal

Manuela diz que nem sempre é necessário tratamento para controlar os excessos. Segundo a psicóloga, o limiar entre o que é saudável ou prejudicial à saúde é difícil de definir. “Esse limite está no quanto essa postura saudável diante da vida deixa de ser bom e passa a atormentar a pessoa, a gerar muita ansiedade, tristeza, sentimento de baixa autoestima até se transformar em um transtorno alimentar ou a atrapalhar outras esferas da vida, como a família, o trabalho”, explica.

Já o nutricionista esportivo João Paim diz que o tratamento pode ser necessário em alguns casos. “Existem doenças psicológicas que podem ser geradas por esse excesso, como a ortorexia e a vigorexia. São problemas de saúde muito sérios, pois a verdadeira saúde é um equilíbrio entre corpo e mente. Cuidar do corpo e deturpar a mente certamente não é ter um estilo de vida saudável”, explana.

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