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“Temos que conquistar a pessoa para ir ao concerto”

- 21 de novembro de 2011

O diretor da Escola de Música da UFBA fala sobre OSUFBA, Neojibá, axé e música clássica

Por Camila Queiroz e Paula Amor

 

Heiz Schwebel, diretor da EMUS UFBA, em entrevista para o Impressão Digital 126. Foto: Paula Amor

Heinz Karl Schwebel foi o primeiro trompetista da Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA). Graduado no curso de Instrumento da UFBA em 1993, Schwebel realizou mestrado e doutorado nos Estados Unidos, passou por diversas instituições internacionais e já recebeu vários prêmios durante sua carreira de músico.

Há dois anos e meio à frente da direção da Escola de Música da Universidade Federal da Bahia (EMUS-UFBA), Heinz Karl Schwebel conta ao Impressão Digital 126 como está a situação da OSUFBA e fala sobre o cenário da música clássica em Salvador.

Impressão Digital 126 – Como está a situação da OSUFBA atualmente?

Heinz Karl Schwebel – A orquestra está em atividade, mas passa por uma fase difícil em decorrência da perda de pessoal que vem sofrendo ao longo dos anos e não vem sendo reposta. É uma orquestra que teve cerca de 60 componentes no seu ápice, número relativamente baixo para uma orquestra sinfônica completa, que deve ter a partir de 96 músicos. Então a orquestra está pequena e sofrendo para se manter atuando. Nossa orquestra é formada por servidores técnicos músicos concursados e por alunos. Ela precisa ser reaparelhada de uma vez. Abrir vagas para três músicos não resolvem o problema de uma orquestra. Você não pode entrar com seu time de futebol para jogar sem o goleiro e os centroavantes. O mesmo acontece com a orquestra. Ou você resolve o problema e você tem um conjunto, ou você não tem o conjunto. Então a gente sempre fica com o grupo incompleto e incapaz de fazer os projetos que já foram possíveis no passado. A reitora [Dora Leal Rosa] já está ciente deste problema.

ID 126 – O que a reitora pretende fazer para solucionar o problema?

HKS – Ela concordou com a minha visão de que a reitoria tem que assumir a orquestra como uma orquestra da Universidade e não uma orquestra da Escola de Música. Porque assim eles foram criados. Se a responsabilidade para manter esses grupos é da Escola, eu tenho muito menos recursos do que ela tem, e vai ser muito mais difícil convencer o conselho universitário de que a Escola de Música precisa de 50 novos funcionários, do que a universidade precisa de uma orquestra para representá-la. Como a universidade tem um hospital, um museu, hospital veterinário, a universidade resolveu ter uma orquestra e precisa assumi-la e arcar com os investimentos necessários para manter esse grupo e o investimento mais importante e necessário neste momento é o investimentoem pessoal. Ela se convenceu e se comprometeu a tentar pelas vias burocráticas normais conseguir as vagas necessárias.

ID 126 – O governo federal destina verbas para a orquestra?

HKS – Para a orquestra especificamente não, porque ela não tem um orçamento próprio. Essa é outra dificuldade que já foi levada ao Conselho Universitário. A Escola de Música sozinha não pode manter a orquestra, existe uma programação. E com a verba da Escola de Música, que já tem seus milhões de problemas como todas as unidades têm, se eu destino esse dinheiro para programar a orquestra é um problema. Então eu já pedi que fosse incluída no orçamento uma rubrica para a orquestra sinfônica, para que ela tenha um modo de manter uma programação interessante para o público.

ID 126 – A OSUFBA já foi um grande vínculo entre a música clássica e a sociedade, fazia concertos semanais na reitoria. Há intenção de resgatar isso?

HKS – A intenção é esta. Hoje estamos fazendo um repertório que ainda é possível ser feito com o número de músicos que temos. A gente não pode fazer a maioria dos compositores brasileiros, porque eles escreveram para orquestras grandes, como Camargo Guarnieri, Heitor Villa Lobos e Carlos Gomes. Mas Bach escrevia para uma orquestra pequenininha, então dá para a gente fazer. A gente tem que escolher muito bem o que é que a gente pode fazer com a orquestra que a gente tem.

ID 126 – Por que não há possibilidade de termos concertos semanais novamente?

HKS – Seria muito difícil a gente fazer concertos semanais hoje por várias razões. Primeiro porque a gente não tem a pauta da reitora toda semana, porque as outras escolas também precisam ir à reitoria, que é o nosso palco. Segundo, não temos uma orquestra tão ágil assim em função de seu tamanho para preparar um novo programa a cada semana. E, terceiro, às vezes temos que atender a um determinado pedido, precisando mudar o foco da programação.

ID 126 – De que forma o soteropolitano tem contato com a música clássica hoje?

HKS – Hoje a OSBA se apresenta semanalmente no teatro, embora muitas pessoas não fiquem sabendo. A publicidade em torno desses concertos é muito pouca. Não existe uma verba de programação e não existe um apelo midiático forte. Os concertos da OSUFBA são divulgados por mala direta, por redes sociais, uma notinha no jornal de vez em quando. Não tenho um número, mas Salvador deve oferecer para a população em média um concerto por semana. Não é Nova Iorque, onde você tem cinco concertos por dia. Mas um concerto por semana não é tão ruim assim. Temos que trabalhar o interesse das pessoas, levar conhecimento do que está acontecendo. Infelizmente, não é a maioria da população que tem acesso a isto, porque simplesmente não tem acesso a outras coisas básicas. Uma parcela enorme da população soteropolitana está primeiro preocupada em sobreviver. É difícil trabalhar público aqui, se não tivermos uma condição institucional forte, que dê amparo à publicidade. Temos que disputar este interesse com uma série de outras ofertas. Mas quem sou eu para fazer um julgamento dessa oferta? As pessoas ouvem o que querem ouvir. O nosso papel é divulgar o que a gente faz.

ID 126 – Acredita que a música clássica está crescendo em Salvador?

HKS – Acho que sim. Um exemplo é o Neojibá, um projeto maravilhoso que chegou numa hora muito boa. Ele não é um projeto pioneiro no Brasil, mas chegou com muita força, com um apoio muito forte do Estado. O orçamento do Neojibá é maior do que todas as unidades universitárias têm juntas para se manter durante o ano. Mas as propostas do Neojibá e da universidade são diferentes. O Neojibá vai ser um projeto muito bom para a universidade, porque os meninos estão começando muito cedo. A formação musical desde cedo é uma carência no Brasil. Esperamos que parte desses meninos que hoje estão iniciando na música se interesse em seguir a carreira profissional e venham para a Escola de Música continuar seus estudos. Agora o projeto é muito novo, então ainda não deu para sentirmos a transformação de uma sociedade. Acho que vai levar mais tempo para a gente ver o impacto.

ID 126 – A que você atribui a pouca cobertura da música clássica pela mídia?

HKS – É uma conjunção de fatores. As instituições públicas têm poucos recursos para fazer divulgação, as empresas têm se concentrado em torno de nomes midiáticos e determinado tipo de música, sem juízo de valor aqui. Porque existe um retorno financeiro pra isso, existe todo um aspecto comercial da musica que é inegável. Ivete faz um show pra quantas mil pessoas? Ingressos custando quanto? Com quantos patrocinadores de cerveja? Isso é um poder enorme. Querer competir com isso só com o seu produto musical? O pacote vem sozinho, não tem festa, não tem cerveja durante o concerto, ninguém vai lá tentar arrumar uma namorada nova. Uma série de fatores diferencia o público de uma atividade da outra. Um concerto pontual naquela semana não é um evento que traz todo esse arcabouço de interesses agregado, um show de musica popular é. Temos que conquistar a pessoa para ir ao concerto. Mudou muito o panorama da música e a gente tem que se adaptar. Temos muito menos gente que é conhecedora profunda da música.

ID 126 – Como o senhor avalia o interesse dos alunos da EMUS pela música clássica?

HKS – Continua forte. Quem vem estudar na Escola de Música, vem porque ouviu, gostou e quer participar desse mundo. Não temos queixas sobre o nosso currículo. Nunca ouvi “essa matéria é muito chata, não quero fazer isso, quero aprender o arrocha, o pagode, e não Mozart”. Acho que o interesse continua e está aumentando. Com o tempo esse interesse pela profissionalização vai refletir no público.

ID 126 – Há oportunidades no mercado para os estudantes de música clássica?

HKS – A gente sempre brinca que o músico profissional não vai morrer de fome e provavelmente ele não vai ficar muito rico. Mas o mercado sempre teve e nunca foi enorme. Você tem na Bahia duas orquestras profissionais, a OSBA e a OSUFBA. Uma orquestra completa emprega 30 violinos, duas orquestras empregam então 60. Esse seria o mercado de trabalho profissional para um violinista na Bahia. Então se você pensar quantos empregos tem para médico, engenheiro, administrador de empresas, 60 é nada.

ID 126 – Qual a importância do axé para o cenário musical?

HKS – O axé tem o seu espaço, que é cada vez maior do ponto de vista mercadológico. Porém, o axé trouxe uma coisa muito positiva para todos os músicos profissionais: a ampliação do mercado de trabalho. E isso não pode ser visto como negativo, por mais que você não goste da música, ou que você tenha uma crítica musical ao produto. Existe mercado. O mercado de música clássica é restrito.

ID 126 – As bandas filarmônicas são importantes para a popularização e acesso à música clássica na Bahia?

HKS – Sim, principalmente no interior na Bahia, para as pessoas que não têm acesso à orquestra sinfônica do estado. A orquestra é do estado, mas não o atinge todo. Só toca em Salvador, com pequenas incursões no interior, porque não tem orçamento para ficar mandando a orquestra tocar ali e acolá todo dia. Então o interior sofre demais com isso. E os interioranos são ávidos por música e não são tão influenciados pela música popular como o soteropolitano é. Eles não estão na fissura do axé como o soteropolitano. Ele adora música instrumental, adora tocar. Temos muitos alunos do interior do estado que vem estudar aqui.

ID 126 – Uma vez o maestro Fred Dantas, em entrevista ao jornal A Tarde, que a filarmônica é a música clássica brasileira. Você concorda?

HKS – Não concordo totalmente com ele. A filarmônica teve e tem um papel muito importante no interior, porque ela é a instituição musical que se dedica à música não mercadológica no interior do Brasil. As cidades do interior não têm orçamento para manter uma orquestra sinfônica, ou não tiveram interesse, até mesmo porque existia a filarmônica – uma sociedade de amadores que não custava tanto para os órgãos públicos e que estava funcionando e atendendo às necessidades musicais da cidade. As filarmônicas produziram milhares de composições, e isso tem um valor fantástico, muita coisa tem que ser resgatada. Mas dizer a filarmônica é a música clássica brasileira seria excluir uma série de compositores, como Carlos Gomes, Villa Lobos, Carmargo Guanieri, que se dedicaram a escrever para orquestras sinfônicas. Seria excluir muita gente boa que fez outra coisa e não filarmônica. Mas ela compõe, junto com outras coisas, o cenário da musica instrumental brasileira.

ID 126 – Quais os benefícios da musica clássica para o ser humano?

HKS – Existem muitas pesquisas que dizem que a música clássica tem uma série de benefícios. Não sei até que ponto são críveis e endossadas por pares acadêmicos. Temos desde pesquisas que dizem que a vaca produz mais leite se estiver ouvindo Mozart, até estudos que apontam os benefícios da música clássica para os bebês. Musicoterapia tem resultados interessantes e é um campo que está sendo estudado, tem muito para descobrir. Sem dúvidas, a música tem um efeito sobre as pessoas. Você consegue imaginar sua vida sem música? Por mais que não seja profissional, nem tenha estudado um instrumento, ela está sempre presente na sua vida. Na internet, casamento, celular. Tudo é música. É uma indústria fortíssima, fatura mais que muitas outras. É uma parte indissociável do ser humano. Agora, que tipo de música, cada um escolhe a sua.

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