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Soteropolitana no The New York Times

- 16 de dezembro de 2011

Para a jornalista do The New York Times, os diários nacionais não captam a verdadeira beleza ou o verdadeiro drama do que é ser brasileiro. Fernanda Santos acha que o jornalismo brasileiro é elitista.

Por Bruno Brasil

De Nova York aprendeu a rapidez na fala, do Rio de Janeiro carregou o forte sotaque e, como boa baiana, não aceita levar desaforo pra casa. Latina, brasileira, baiana, soteropolitana. É assim que Fernanda Santos faz questão de marcar seu lugar e ser reconhecida. A única brasileira a trabalhar no The New York Times esteve presente na Faculdade de Comunicação, UFBA, dia 28 de novembro, para falar sobre sua experiência de trabalhar no maior jornal do mundo. Formada em Publicidade pela PUC-Rio e com mestrado em Jornalismo Impresso pela Boston University, Fernanda é ferrenha quando defende que qualquer um pode fazer Jornalismo. Quando corrigida no inglês (agora tendo que relembrar o português pela falta de prática), na mesma hora ela se defende: “Desculpa, é que eu já tenho que pensar essa palavra em três idiomas”. E assim segue fazendo Jornalismo, dividindo a tarefa de cobrir o ensino de educação pública em Nova York, que corresponde a mais de 1 milhão e 100 mil estudantes com mais de 1.700 escolas, apenas com mais uma repórter. Para falar sobre a profissão, fez questão de escolher como título da sua palestra “A arma secreta do Jornalismo que levo no meu coração”. Aqui ela fala sobre as diferenças entre o jornalismo brasileiro e norte-americano, da importância de se contar uma história emocionante, alem de avaliar as deficiências da educação no Brasil

Impressão Digital 126 – Como é sua rotina no The New York Times? Que horas você entra no jornal?

 

O Brasil pode crescer o quanto for, mas vai continuar sendo um país de grandes diferenças, de muitos pobres e poucos ricos, com cada vez mais pobres e menos ricos e cada vez os ricos mais ricos.

Fernanda Santos – Lá no Times a gente não tem hora. Eu costumo chegar umas 9h30, mas a gente está sempre trabalhando. Logo quando acordo, antes mesmo de escovar meus dentes, eu checo minhas mensagens e aí já começa. No dia a dia, eu passo toda a minha programação para minha editora, do café da manhã com a fonte, até o horário que vou levar minha filha para tomar vacina. E esses planos sempre mudam, porque no Jornalismo a vida é imprevisível. Quanto às pautas, no meu caso, 95% das matérias que eu cubro são ideias minhas.

 

ID 126 – Como se dá o processo de apuração e redação no The New York Times?

Fernanda – Eu me sinto uma privilegiada porque trabalho em um jornal que tem recursos que fico até envergonhada em falar. A gente tem um banco de dados à nossa disposição em que eu consigo o telefone de quase todo mundo nos Estados Unidos, até quem não tem telefone listado. Tenho acesso a números de celular, endereços, telefone de vizinhos, parentes. É o mesmo banco de dados que as empresas de cartões de crédito usam. Isso é vendido e o jornal compra. Temos também uma equipe de bibliotecários. São três pessoas cuja especialidade é pesquisar para as matérias mais elaboradas. No mais, a apuração ainda é o velho bloquinho e caneta. Ainda é e sempre vai ser do jeito que era quando o jornalismo foi criado. Pé no chão e gastar sola de sapato. No Times temos um limite de 1.100 palavras, matérias que tenham mais que isso têm que ter autorização dos editores-chefes do jornal.

ID 126 Como os repórteres estão trabalhando com a convergência no The New York Times?

Fernanda –New York Times vem distribuindo para os reportes iPhones para que eles gravem clipes e façam o upload para colocarem no site. Mas nem tudo se conduz à multimídia. A ideia do multimídia não é replicar, é você acrescentar, oferecer algo a mais. Esse é o grande desafio. Você pode ter uma matéria maravilhosa, mas que não se encaixa em um componente multimídia. Mas se você chega em um jornal achando que só vai escrever matéria, mude de trabalho.

ID 126 Você acha que o diploma de Jornalismo é fundamental para a profissão?

Fernanda – Você não precisa estudar Jornalismo para ser jornalista. Eu estudei Publicidade. Você pode usar os conhecimentos que obteve em outra especialização para fazer jornalismo. Claro que quem vem de uma Faculdade de Comunicação já teve um contato com a prática, está dois passos à frente de alguém que venha de outra área. Por outro lado, alguém que tenha se formado em Medicina e consiga explicar o tema de forma clara para o leitor, para aquele que não sabe nada do assunto, tem vantagem se quiser trabalhar na editoria de Saúde, por exemplo.

ID 126 Já que você acredita que não é necessário o diploma para a profissão, o que é preciso para ter um bom jornalista?

Fernanda – Mente aberta é o primeiro pré-requisito. O segundo é ler. É com a leitura que você pode enriquecer o seu texto. Além disso, é importante que o jornalista conheça idiomas e possa viajar. A experiência de vida é uma das coisas mais importantes para que possa absorver o mundo à sua volta e ter um olhar crítico dos acontecimentos. Outra coisa é a capacidade de aprender um assunto muito rápido. Os jornalistas geralmente têm o perfil de estudar um assunto por três horas e parecer que estudaram a vida inteira.

ID 126 – Você defende um texto jornalístico que conte uma história, onde a informação seja passada através da realidade de um personagem que esteja inserido naquela situação. Essa forma de escrever afasta o Jornalismo de alguma forma do conceito de objetividade?

Fernanda – Narrar uma história não significa que você esteja narrando de acordo com a sua visão de mundo. Você vai narrar aquilo que você viu. O jornalismo narrativo, para mim, é o futuro do Jornalismo. É o que faz da matéria ser restritiva, no sentido de interessar ao público a que ela está destinada e, ao mesmo tempo, ser aberta, contando uma história, mantendo a integridade do Jornalismo. O que não pode é fazer com que o leitor leia 500 palavras para descobrir porque está lendo aquela matéria, mas você pode contar isso sem comprometer a objetividade. O jornalismo narrativo não é pessoal, opinativo, em que você se coloca na matéria. Isso é coluna.

ID 126 – Qual o limite entre contar histórias, emocionar e não ser sensacionalista?

Fernanda – É não exagerar. Um exemplo: você sai daqui e vê um carro que caiu numa vala. Todo mundo sobreviveu, não aconteceu nada. Você pode chegar em casa e dizer assim: “Pô, peguei um engarrafamento porque um carro caiu em uma vala, mas ninguem se machucou”. Ou você pode dizer: “Rapaz, um carro caiu num valão, o esgoto tava subindo, a mulher se salvou por pouco, quase não se afogou”. Você pode contar a mesma história das duas maneiras. A sobriedade, no sentido de contar a história sem exagerar, é o mais importante. A emoção, se ela existe na matéria que você está cobrindo, pertence à matéria, à história, mas daí você deduzir que certas expressões faciais correspondem a uma emoção sem ter certeza, aí está sensacionalizando. Você pode incluir o choro, a alegria, as emoções no seu texto sem ser sensacionalista, relatando o que aconteceu. Sensacionalismo é exagero.

ID 126 – Então você acha que o jornalismo americano investe mais nas histórias e no Brasil se faz um

Quem é mais ou menos ‘café-com-leite’, como se diz, engana, porque aí vai depender de onde você vem, de onde você estudou, de onde você morou. Aí você vai ser “mais ou menos negro”

jornalismo ‘declaratório’?

 

Fernanda – Exatamente. Muito objetivo. A noção da objetividade aqui é diferente. Você pode ser tão objetivo quanto ao retratar o drama do cotidiano. O dia a dia das pessoas. Objetividade não significa ser seco, distante. O distanciamento ocorre quando você não coloca suas opiniões na matéria, mas as melhores matérias na minha opinião são as que me transportam ao local do acontecimento. E essas matérias só transportam o leitor ao local quando o jornalista se permite transportar, estar naquele local. É dizer o tom do vermelho da terra que desmoronou em um deslizamento de uma enchente, sabe? Esses são os detalhes que você conta para quem não estava lá pra ver, é o serviço que presta ao leitor, de ver e entender o que aconteceu.

ID 126 – Existe diferença entre a cobertura jornalística brasileira e a do The New York Times?

Fernanda – Eu sinto uma frustração muito grande quando leio um jornal daqui da Bahia, do Rio ou de São Paulo e vejo que eles não captam a verdadeira beleza ou verdadeiro drama do que é ser brasileiro. Eu acho que a gente tem uma visão muito elitista no jornalismo brasileiro. Lá, no Times, a gente tem uma preocupação de ser um jornal que também retrate a vida de quem não é leitor do jornal, mas que é um personagem da vida da cidade. É o que falta aqui. Aí você olha pra televisão e se pergunta por que tem tanto jornalista branco no telejornal baiano, não dá pra entender.

ID 126 – Você acha que esse seu olhar humano contribuiu para a formação jornalística?

Fernanda – Muito. E eu só passei a ver mais quando saí daqui. A pobreza no Brasil em geral, mas em Salvador, é muito mais visível. Em Nova York, o pobre tem uma casa em um conjunto habitacional, não tem favela, não tem invasão como aqui ou no Rio. O Complexo do Alemão é uma das favelas mais perigosas e está na saída do aeroporto. No geral, você tem essa vivência aqui da pobreza que é muito mais parte do cotidiano do que é em Nova York ou em outras partes dos Estados Unidos. Não tem como ignorar, não tem como fugir, não tem como negar que ela existe. Agora, você pode escolher não olhar para a pobreza. O risco é você se acostumar tanto com a pobreza que você não vê mais.

ID 126 – Existe alguma técnica ou forma para se contar essas histórias?

Fernanda – Eu acredito que o jornalismo tem os cinco sentidos. Eu costumo perguntar muito: “O que você viu? O que você escutou? Qual cheiro que tem?”. Quando aconteceu o furacão Katrina (2005), o que mais marcou pra mim foi o cheiro. Era uma coisa indescritível, era como o cheiro de lixo, da comida que fica dias exposta e apodrece. Agora imagina uma cidade inteira com esse cheiro. O leitor não está lá, mas você tem o poder de transportá-lo para esse lugar.

ID 126 – Como é que você lida com o sonho de estar no The New York Times e o desejo de voltar para o Brasil, de estar perto da sua família?

Fernanda – Chega um momento que você avalia o que é mais importante pra você. É o que eu venho me perguntando agora: É mais importante pra mim ser jornalista e ser convidada pra fazer uma palestra porque sou jornalista do New York Times ou chegar do trabalho, colocar a chave, abrir a porta e me sentir em casa? Por mais que eu goste de morar em Nova York, que eu esteja adaptada, lá não é minha casa. Nova York é uma cidade do mundo, não é de ninguém.

ID 126 – Vivemos aqui no Brasil um momento em que exaltamos em todos os noticiários o desenvolvimento da economia, da inserção do Brasil no contexto internacional e, quando surgem notícias negativas relacionadas à educação, são sempre mascaradas ou transmitidas para a população através de inúmeros dados e estatísticas. Como noticiar e retratar essa realidade do sistema educacional brasileiro?

Fernanda – Os dados não contribuem em nada! E sabe por que? A maioria dos jornalistas daqui, assim como eu, estudaram em escolas particulares. Você não tem a perspectiva da educação a partir de um jornalista que veio de uma escola pública. Agora estão começando a formar alguns graças ao sistema de cotas, mas ainda são muito poucos. Isso dentro de uma faculdade onde a missão é beneficiar aqueles que não podem pagar. É aí que começa a diferenciação e, ao contrario dos Estados Unidos, onde a escola particular é para o rico, aqui o ensino particular é para a classe trabalhadora, porque ninguém quer colocar seu filho no colégio público. E não adianta dados do Enem ou do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) que apontam melhoras. Isso não é representativo da realidade de um Ciep (Centros Integrados de Educação Pública) no morro no Rio de Janeiro. As oportunidades que essas crianças vão ter no futuro são muito menores do que a criança crescida em uma escola particular. E nada vai mudar se não melhorar a qualidade do ensino público. O Brasil pode crescer o quanto for, mas vai continuar sendo um país de grandes diferenças, de muitos pobres e poucos ricos, cada vez mais pobres e menos ricos e cada vez os ricos mais ricos. Nunca vai mudar se não mudar a qualidade de ensino de educação pública. O interessante é que nos Estados Unidos a escola pública é o grande equalizador. Essa construção de que todos somos iguais, já que todos estamos aqui na mesma sala de aula, cria uma sociedade mais saudável. É um grande mito dizer que o Brasil é uma democracia racial. Nesse país, por mais lindo que ele seja, não existe uma democracia racial. O negro, que é negro mesmo, sabe que a democracia ainda não chegou na casa dele. Quem é mais ou menos ‘café-com-leite’, como se diz, engana, porque aí vai depender de onde você vem, de onde você estudou, de onde você morou. Aí você vai ser “mais ou menos negro”. Eu torço pra que o Brasil continue com o progresso e a estabilidade econômica, porque merece. Para que a classe C continue ascendendo, mas torço mais ainda para que quem esteja nas lideranças municipais, estaduais –  porque tudo vem de baixo – tome a decisão de que o Brasil só vai ser país de “primeiro mundo” quando houver um investimento sério a longo prazo na educação.

 

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